UE toma atitude ousada no Mercosul! Medida chocante causa crise e ameaça acordos. França critica e produtores alertam: veja os detalhes!
A Comissão Europeia anunciou nesta sexta-feira uma decisão provisória na implementação do acordo de livre comércio com o Mercosul, buscando garantir que a União Europeia se mantenha na posição de pioneira nesse tipo de parceria comercial. A medida, considerada surpreendente pela França, permite que o acordo entre em vigor com algumas restrições, após a troca de notificações entre os países membros do bloco sul-americano.
A previsão é que o acordo possa ser implementado provisoriamente em até dois meses, após o processo de notificação.
Normalmente, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos governos da UE e do Parlamento Europeu antes de dar andamento aos seus acordos de livre comércio. No entanto, um grupo de deputados europeus, liderado por representantes franceses, contestou o acordo no tribunal superior do bloco, o que pode prolongar o processo de implementação total em até dois anos.
A aprovação final pela assembleia da UE ainda é necessária, mas a Comissão já pode iniciar a redução de tarifas e a aplicação de outros aspectos comerciais do acordo antes da conclusão formal.
O presidente francês, Emmanuel Macron, classificou a decisão como uma “surpresa ruim” e como desrespeitosa para o Parlamento Europeu. A França, sendo o maior produtor agrícola da UE, tem sido uma das principais vozes contrárias ao acordo, temendo um aumento significativo nas importações de produtos como carne bovina, açúcar e aves, o que poderia prejudicar os produtores nacionais, que já haviam realizado protestos.
A associação francesa da indústria da carne, Interbev, apelou aos parlamentares europeus para que se opusessem à medida, buscando garantir o debate democrático.
Em janeiro, 21 países da UE apoiaram o acordo, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia votaram contra e a Bélgica se absteve. O acordo, concluído após 25 anos de negociações, com a Argentina, o Brasil, o Paraguai e o Uruguai, pode eliminar cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre as exportações da UE.
A Alemanha e outros países que defendem o acordo argumentam que ele é essencial para compensar perdas comerciais causadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir a dependência da China em relação a minerais essenciais.
A decisão da Comissão Europeia segue-se à ratificação do acordo pela Argentina e pelo Uruguai na quinta-feira, e pela Câmara dos Deputados do Brasil na quarta-feira, que agora seguirá para o Senado. A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, afirmou que “quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos”, e que a Comissão prosseguirá com a aplicação provisória do acordo.
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