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Um homem retornou de Gaza e mentiu para suas filhas, dizendo que os ataques de Israel eram fogos de aniversário


Um homem retornou de Gaza e mentiu para suas filhas, dizendo que os ataques de Israel eram fogos de aniversário
(Foto Reprodução da Internet)

Na segunda-feira, (13), um grupo de 32 pessoas voltaram para o Brasil após estarem na Faixa de Gaza. Hasan Rabee, um dos participantes, ficou bastante emocionado e contou que costumava dizer para as suas filhas que os ataques de Israel eram como fogos de artifício de aniversário.

“Na verdade, está ocorrendo um massacre lá. É difícil para todos entenderem o que passamos. As bombas caem de todos os lados e minhas filhas ficaram extremamente chocadas. Nas primeiras semanas, fingimos que os ataques eram apenas fogos de artifício de aniversário. Mas não conseguimos manter essa farsa por muito tempo”, resumiu.

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Mohammed Jabr Ismil Abushanab, morador de Brasília, que é casado e pai de três filhos palestinos que foram repatriados, destacou a sensação de medo sentida pelos familiares.

O mais importante é que eles conseguiram chegar até aqui com vida. Infelizmente, eles chegaram aqui cheios de medo, pois passaram 37 dias sem água, energia e internet. Tive pouco contato com eles. No local onde estavam, era muito difícil ter energia. Eles me mandavam mensagem a cada dois ou três dias. Ficaram lá por cinco meses.

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A esposa dele, Ramalah Abushanab, viu pessoas mortas em vários lugares e sua família teve que se mudar três vezes de casa. Ela conta que o local é muito perigoso, quase toda rua possui alguém morto. Ela estava na casa da sua família e, por causa da violência, precisou deixar o primeiro lugar, depois tiveram que sair do segundo lugar pois foi destruído, e então se mudaram para outro lugar.

Ele também relatou que planeja matricular os filhos novamente em uma escola brasileira, e que voltar para Gaza não está nos planos da família.

“Felizmente, eles estão aqui e estão bem. Eles falam português e estudaram por quatro anos em uma escola do governo. Vou matriculá-los novamente na escola para que possam retomar os estudos. Eles não desejam voltar para lá, estão muito receosos.”


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