Vacinação Infantil nos EUA é Reformulada: Mudanças Causam Polêmica e Impactam a Saúde!

Departamento de Saúde dos EUA muda calendário de vacinação infantil! Removidas 4 indicações, incluindo influenza. Saiba mais sobre a nova política e o impacto na prevenção de doenças

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(Imagem de reprodução da internet).

Revisão no Calendário de Vacinação Infantil nos EUA

O governo dos Estados Unidos alterou o calendário de vacinação infantil, removendo a recomendação de quatro imunizantes, incluindo a da influenza. O anúncio foi feito na última segunda-feira, 5, pelo Departamento de Saúde e Saúde Humana, liderado por . Essa decisão impacta a prevenção de hepatite A e B, meningite (causada pela bactéria Neisseria meningitidis), rotavírus (responsável pela gastroenterite) e a doença causada pelo vírus Coxsackie.

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Agora, o governo americano sugere a aplicação desses imunizantes apenas para grupos de alto risco ou sob orientação médica, em casos de “decisão clínica compartilhada”, ou seja, com o aval dos pais. A cobertura para 11 doenças consideradas mais graves, como sarampo, poliomielite e catapora, continua sendo recomendada para todas as crianças.

A revisão também inclui a recomendação de uma única dose da vacina contra o rotavírus, em vez das duas doses anteriormente recomendadas. Essa mudança na política de imunização dos EUA ocorre um mês após o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) ter recomendado a revisão da política de imunização, buscando alinhar os Estados Unidos com outras nações desenvolvidas.

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Segundo o Departamento de Saúde, foram analisados dados de 20 nações. A justificativa é que países que utilizam menos vacinas rotineiras conseguem alcançar bons resultados de saúde infantil e manter altas taxas de vacinação, através da confiança pública e da educação, em vez de medidas obrigatórias. Por exemplo, em 2024, os EUA recomendaram mais vacinas infantis do que qualquer país comparável, e mais do que o dobro das doses administradas em alguns países europeus.

A decisão gerou opiniões divergentes entre profissionais de saúde. Jim O’Neill, diretor interino do CDC, defendeu a mudança, argumentando que os dados suportam uma programação mais focada na proteção contra doenças infecciosas graves, ao mesmo tempo em que melhora a clareza, a adesão e a confiança do público.

Sean O’Leary, presidente da Academia Norte-Americana de Pediatria, expressou preocupação de que a redução nas recomendações possa minar a confiança em vacinas essenciais e contribuir para o ressurgimento de doenças preveníveis, ressaltando a importância de decisões baseadas em evidências, considerando as diferenças entre países e sistemas de saúde.

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