Valdemir Costa Neto esclarece atribuições ao ministro Dino sobre emendas Parlamentares

Valdemir Costa Neto detalha papel do ministro Dino sobre emendas Parlamentares; investigação aponta desvio milionário.

20/07/2026 15:55

2 min

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Foto: Beto Barata/PL
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Foto: Beto Barata/PL

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, esclareceu ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda – feira, dia 20, em relação às suas atribuições. Ele afirmou ter apenas o papel de fazer “sugestões”, sem controlar diretamente os detalhes da gestão ou distribuição das emendas parlamentares pertencentes ao partido.

A declaração ocorre após um questionamento feito pelo próprio Ministro para que diversos líderes políticos explicassem se participam ativamente na definição, gerenciamento, divisão e operacionalização dessas verbas no Congresso Nacional.

Investigação sobre direcionamento de recursos

O caso está sob investigação da Polícia Federal (PF) por suspeitas graves envolvendo a interferência ilícita do ex – deputado federal nas regras de encaminhamento dos valores. Segundo apurações feitas pela PF, Valdemar teria desviado uma quantidade considerável de dinheiro público em benefício específico.

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Os investigadores apontaram que o líder político utilizou os serviços de três funcionários ligados à Câmara para desviar pelo menos 21 emendas parlamentares diferentes, totalizando um montante estimado em R 119,2 milhões. Ele supostamente determinava quem receberia esses recursos através das planilhas enviadas aos ministérios responsáveis pelas transferências financeiras.

Defesa argumenta sobre a natureza da “indicação”

A defesa jurídica do presidente afirmou categoricamente na manifestação desta segunda – feira (dia 20) que utilizar palavras como “indica” não significa controle direto ou poder decisório final nas verbas partidárias. Segundo os advogados de Valdemar Costa Neto, o termo é apenas uma expressão coloquial e informal no contexto político brasileiro.

O texto jurídico apresentado ainda defende um ponto crucial: embora reconheça haver exclusividade parlamentar nos atos jurídicos formais — sejam eles proposição formal ou deliberação —, essa prerrogativa constitucional jamais pode transformar a fase inicial da formação das preferências políticas em algo restrito unicamente aos mandatários eleitos.

Atribuições dos dirigentes políticos. Os argumentos legais sustentam que tais manifestações não possuem “eficácia orçamentária própria” para determinar o destino do dinheiro. Os advogados enfatizam, portanto, que ter uma competência exclusiva na Constituição Federal de alguma área específica nunca implica um controle total sobre as informações e sugestões preliminares necessárias antes mesmo do exercício dessa função.

Assim como movimentos sociais ou sindicatos fazem no cenário político geral, os líderes partidários também têm direito a apresentar demandas públicas específicas e defender políticas governamentais.

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