Vale despenca 5,13%! Crise no Oriente Médio assola Ibovespa e aposta em fuga de investidores. Confira!
A ação da Vale (VALE3) apresentou uma forte retração no pregão desta terça-feira, 3 de maio de 2026, descolando-se dos preços do minério de ferro em Dalian. As cotações da commodity registraram um aumento de 0,67% no mercado asiático, enquanto os papéis ordinários da companhia atingiram uma mínima de R$ 82,55.
A queda de 5,13% observada, que colocou a ação aos R$ 83,64 por volta das 16h38, reflete uma preocupação crescente no mercado.
Operadores do mercado atribuem essa movimentação a um cenário global de maior risco, em vez de problemas específicos da mineradora. A escalada das tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, intensificou a percepção de risco nos mercados globais.
Especialistas, como Gustavo Trotta, sócio da Valor Investimentos, destacam que o recuo da Vale acompanha uma tendência de saída de investimentos de ativos considerados mais arriscados, especialmente em países emergentes.
Trotta enfatiza que o principal fator por trás da queda é o agravamento do conflito no Oriente Médio, com o temor de uma escalada, especialmente devido à importância da região como rota estratégica para o petróleo. Esse cenário amplifica o risco inflacionário global e impulsiona a fuga de capital de mercados emergentes, pressionando ativos como a Vale.
O mercado está atento à duração e intensidade do conflito, pois a incerteza aumenta a volatilidade.
Apesar da queda da Vale, o minério de ferro na China fechou em alta nesta terça-feira, indicando que a situação está mais ligada a fatores macroeconômicos e à redução de risco do que a uma deterioração nos fundamentos da empresa. O mercado monitora de perto a dinâmica do minério de ferro na China, que é um importante indicador para a Vale.
O especialista Trotta ressalta que o mercado deve acompanhar a duração do conflito. Quanto maior a incerteza, maior a volatilidade. A Bolsa brasileira também vinha de um período de valorização, com destaque para a Vale, que acumula valorização de quase 16% neste ano e de 50,93% nos últimos 12 meses.
A incerteza intensifica o “efeito manada”, com investidores reforçando ordens de venda diante da queda acentuada da Ibovespa, que recuava 2,98% por volta das 16h42, aproximando-se dos 180 mil pontos.
O cenário global, com a deterioração do cenário geopolítico, alimenta temores de impacto inflacionário global e reduz o apetite por risco. Mesmo empresas com fundamentos preservados acabam sendo atingidas pelo movimento mais amplo de correção nos mercados.
A disparada do barril do petróleo acende um alerta adicional para o Brasil, com o avanço do petróleo representando risco direto para a inflação e podendo afetar o início do ciclo de queda de juros.
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