Vale enfrenta novo desafio com a gigante Simandou na Guiné! 🚀 A mineradora brasileira se distancia do minério de ferro, enquanto nova produção ameaça cotações. ⚠️ Analistas alertam: risco de queda nos preços e avaliação cara da Vale. 💰
A Vale, historicamente, costuma ser como um espelho para o mercado, refletindo de forma quase instantânea as mudanças no cenário. No entanto, nos últimos tempos, essa sincronia parece ter se quebrado. Desde o início de 2024, o preço do minério de ferro tem permanecido estagnado, enquanto a mineradora brasileira vive um período que o mercado apelidou de “rali de descontinuidade”, se distanciando da cotação do seu principal produto.
O que chama a atenção de analistas e gestores é a ascensão de um novo competidor: a Simandou, um projeto ambicioso e de grande escala, liderado pelo governo da Guiné em parceria com um consórcio de mineradoras. A Vale não faz parte dessa operação, que iniciou em 2026 e tem potencial para produzir até 120 milhões de toneladas por ano em plena capacidade – um terço da produção atual da Vale.
O gestor de portfólio da Versa Asset Management, Luiz Fernando Alves Jr., destaca que o rali de alta nas ações da Vale nos últimos três meses tem sido um ponto fora da curva, merecendo atenção redobrada. Ele observa que a alta foi sustentada principalmente pelo desempenho de outros metais do portfólio, e não pelo minério de ferro em si.
Alves Jr. acredita que o impacto da Simandou já é uma realidade, visto que o primeiro carregamento dessa nova fronteira de chegou à China no último dia 17 de janeiro.
O risco real, na visão da Versa, é que o preço do minério de ferro caia significativamente, retornando aos patamares pré-pandemia de US$ 70 e US$ 80 por tonelada. Se isso ocorrer, a Vale ficará com uma avaliação cara em comparação ao restante da bolsa de valores brasileira.
Por conta dessa assimetria de risco, a gestora optou por ficar fora do papel, mesmo que essa decisão tenha custado ganhos.
A Genial Investimentos mudou o tom e resolveu interromper uma sequência de três anos de recomendação de “compra” para a Vale, rebaixando a ação para “neutra” ou “manter”. O diagnóstico dos analistas é que o rali simplesmente “comeu” a margem de segurança que justificava o investimento.
Para a corretora, o preço atual das ações já está muito próximo do valor intrínseco, oferecendo um potencial de ganho adicional de apenas 5,1%.
Os dados operacionais da Vale para o quarto trimestre de 2025 mostram uma companhia que continua entregando volumes sólidos apesar dos desafios sazonais. A produção deve fechar em 89,3 milhões de toneladas, uma queda de 5,4% em relação ao trimestre anterior, mas um avanço de 4,8% na comparação anual.
A Genial também avalia que a empresa tem uma expectativa de receita líquida de US$ 11 bilhões e um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) Proforma de US$ 4,6 bilhões. Além disso, a Vale anunciou US$ 1 bilhão em dividendos extraordinários.
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