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Vale Perde Comando: Mega Fusão Ameaça Sonho da Vale em 2026

Vale perde a liderança global na mineração! Fusão Rio Tinto e Glencore ameaça meta da Vale de ser maior produtora do mundo. Analistas alertam: meta se torna inatingível

Por: Redação ZéNewsAi

09/01/2026 16:53

5 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Vale Perde o Comando da Mineração Global

A Vale (VALE3) outrora ditou o ritmo da mineração global. Durante anos, a companhia brasileira liderou a produção mundial de minério de ferro, alcançando um marco significativo em 2010. No entanto, esse protagonismo começou a perder força ao longo da década passada, agravado pelo rompimento das barragens de Mariana e Burmadinho.

Essas tragédias abriram caminho para a perda do posto de maior produtora global de minério de ferro para a anglo-australiana Rio Tinto. Atualmente, a BHP Group ocupa o topo do setor, com um valor de mercado de US$ 162 bilhões, seguida pela Rio Tinto, avaliada em cerca de US$ 133 bilhões, e pela Glencore, com US$ 71,6 bilhões.

A Vale, por sua vez, possui um valor de mercado de aproximadamente US$ 60 bilhões, segundo estimativas de mercado.

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Ambição da Vale e Ameaça da Fusão

Em junho do ano passado, a nova liderança da Vale, sob o comando do CEO Gustavo Pimenta, anunciou uma ambição ousada: tornar a empresa a maior mineradora do mundo. “Temos que ser a maior mineradora do mundo, porque estamos sentados sobre a maior reserva mineral do planeta.

Precisamos destravar o valor dessa empresa”, afirmou Pimenta durante um evento empresarial em São Paulo. No entanto, uma possível fusão entre Rio Tinto e Glencore representa uma ameaça significativa a esse objetivo. As duas mineradoras confirmaram negociações iniciais que podem resultar na maior fusão da história do setor, criando um grupo com valor de mercado combinado próximo de US$ 207 bilhões.

Análise de Especialistas

Analistas do mercado avaliam o impacto da fusão na Vale. Fernando Fontoura, sócio-fundador da Persevera Asset, considera que, diante de uma companhia combinada entre Rio Tinto e Glencore, a meta da Vale se torna inalcançável no curto prazo por meios orgânicos. “Certamente, saindo dessa fusão, esse objetivo fica inalcançável no curto prazo”, afirmou à EXAME.

Virgílio Lage, especialista da Valor Investimentos, complementa, destacando que a fusão entre Rio Tinto e Glencore criaria um campeão absoluto em cobre, metais para transição energética e um trade integrado, vantagem única da Glencore. Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos, observa que a junção de Glencore com Rio Tinto seria “um dos maiores negócios corporativos do mundo nos últimos anos”.

Foco em Cobre e Níquel

Apesar da dimensão do negócio, a operação ainda está longe de ser certa. Poucos detalhes foram divulgados sobre a estrutura da fusão, que pode envolver a aquisição, integralmente em ações, de parte ou da totalidade da Glencore pela Rio Tinto.

As negociações também revisitam uma proposta que fracassou. Obstáculos regulatórios, especialmente relacionados a questões concorrenciais e ao futuro dos ativos de carvão e da divisão de trading da Glencore, podem dificultar o avanço. Agências internacionais apontam que analistas do Berenberg avaliam que a BHP poderia tentar também adquirir a Glencore.

Para a Vale, a fusão não apenas torna mais difícil um reposicionamento na liderança, mas também adicionaria pressão sobre outros metais.

Potencial Latente nos Metais Básicos

Os analistas de mercado destacam que a fusão entre as mineradoras concentra a atenção no cobre e no níquel. A Glencore, por exemplo, é hoje a sexta maior mineradora de cobre do mundo, e a combinação com a Rio Tinto criaria uma potência ainda mais focada nesse mercado.

Em relatório divulgado pelo BTG Pactual, estima-se que haja valor latente nos negócios de níquel e cobre da Vale, estimado em cerca de 20% do valor da companhia, mas que destravar esse potencial exige decisões estratégicas mais claras e menos passividade. “O mercado passa a precificar cobre e níquel como ativos estratégicos mais escassos.

Isso torna mais visível a avaliação da Vale fora do minério de ferro”, afirma Lage. “É interessante esse ângulo e ele pode dar à Vale para eventualmente buscar alguma coisa em cobre. Certamente teria que ser inorgânico, porque em termos orgânicos realmente um movimento que fosse fazer diferença seria muito custoso em termos de Capex, teria que ter um tempo de maturação do investimento muito grande.

O que bota a Vale de volta numa certa pressão”, complementa o sócio-fundador da Persevera.

Pressão para Execução e Novos Objetivos

Esse movimento ocorre em meio a uma onda mais ampla de consolidação no setor. Em setembro passado, a Anglo American e a canadense Teck Resources anunciaram uma fusão de US$ 66 bilhões, com expectativa de formar uma das cinco maiores produtoras de cobre do mundo.

A própria retomada das conversas entre Rio Tinto e Glencore foi impulsionada pela alta do preço do cobre, que atingiu o recorde histórico de US$ 13 mil por tonelada nesta semana, diante da perspectiva de forte demanda e risco de escassez futura. “A megafusão reforça a pressão em cima da execução em torno de níquel, de cobre, para destravar valor na Vale, para mostrar para o acionista que é lá que é o futuro, que é a questão dos minérios da transição energética.

O negócio entre Rio Tinto e Glencore coloca um pouco mais de exigência também, para que a Vale execute melhor e mais rápido, muito provavelmente, esse movimento”, afirma Cruz da RB Investimentos.

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Fusão Rio TintoGlencore
Foto do Redação ZéNewsAi

Autor(a):

Redação ZéNewsAi

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