Tensão Crescente na Venezuela: EUA Alertam para Possível Uso da Força
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, intensificou a retórica em relação à Venezuela, declarando que o presidente Donald Trump não descarta o uso da força caso o governo interino, liderado por Delcy Rodríguez, não coopere com o plano americano para o país.
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A declaração será apresentada ao Senado dos EUA nesta quarta-feira, 29, e reflete a crescente tensão diplomática na região.
A declaração surge após o ataque ocorrido em Caracas, em 3 de janeiro, que, segundo o governo americano, resultou na detenção de indivíduos. O governo interino venezuelano, sob a liderança de Delcy Rodríguez, tem sido alvo de críticas por parte dos Estados Unidos, que buscam uma solução para a crise política e humanitária no país.
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O texto divulgado nesta terça-feira destaca o acompanhamento próximo das autoridades interinas, com o objetivo de garantir a colaboração com o plano de estabilização. Rubio enfatiza que, em caso de falha dos métodos convencionais, a opção de usar a força permanece na mesa, demonstrando a determinação dos Estados Unidos em alcançar seus objetivos na Venezuela.
Compromissos da Nova Gestão
Delcy Rodríguez, que assumiu o comando do país após a queda de Nicolás Maduro, apresentou alguns compromissos. Entre eles, a abertura do setor de energia venezuelano para empresas americanas, com acesso preferencial. Além disso, a promessa de interromper o fornecimento de petróleo para Cuba e promover a reconciliação nacional, envolvendo a oposição e venezuelanos no exterior.
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“Rodríguez está plenamente consciente do destino de Maduro”, afirma o texto, sugerindo uma avaliação de que a nova gestão venezuelana alinha-se com os interesses dos Estados Unidos. Essa percepção contribui para a escalada da tensão diplomática.
Contexto da Crise e Argumentos dos EUA
A declaração de Rubio ocorre após Delcy Rodríguez afirmar, nesta semana, que seu governo estava ciente da operação em Caracas. O presidente Trump, por sua vez, declarou não ter conhecimento das falas e reafirmou uma “relação muito boa” com o governo interino.
O secretário de Estado argumenta que a ação em Caracas não constituiu uma guerra ou ocupação militar, e que se tratou de uma “operação judicial” para prender narcotraficantes, referindo-se a Maduro e sua esposa, que serão julgados nos Estados Unidos.
Rubio ressalta que Maduro não possuía legitimidade como chefe de Estado, devido à falta de reconhecimento internacional de sua reeleição em 2024, após eleições que, segundo o governo americano, não permitiram a transição pacífica do poder.
