Um grupo de empresários brasileiros está investindo em Ávola, uma cidade na região de Siracusa, na Sicília, Itália. O projeto, chamado Villa Tropical, visa criar um condomínio de alto padrão com vista para o mar, oferecendo uma opção de viver e investir fora do Brasil.
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A iniciativa combina o desejo de proteção patrimonial e a diversificação de investimentos, algo comum entre brasileiros de alta renda.
O lançamento do Villa Tropical ocorreu em novembro de 2025, e as vendas, restritas a um grupo seleto de contatos, já iniciaram. A expectativa é que as vendas sejam concluídas no primeiro semestre de 2026, quando o início das obras será anunciado.
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“Estamos seguindo a legislação italiana, o que nos garante até dois anos para entregar o projeto totalmente pronto”, afirma Gabriel Loschiavo, sócio da Intrust, empresa responsável pela viabilização da obra.
O condomínio terá dez casas, com áreas internas variando de 120 a 260 metros quadrados, e oito unidades de 120 metros quadrados. O projeto busca integrar os espaços internos e externos, oferecendo uma experiência completa. Além disso, o empreendimento inclui infraestrutura compartilhada de alto padrão, como piscina aquecida, spa, sauna, bar e áreas de convivência.
Um passeio central conecta os espaços do bairro privado.
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Os preços das unidades variam de 700 mil a 1,25 milhão de euros.
Para facilitar o acesso ao Golden Visa italiano, um programa de residência que não exige a compra direta de imóvel, o Villa Tropical foi estruturado de forma específica. “O investimento é feito através de uma sociedade italiana, semelhante a uma limitada no Brasil”, explica Loschiavo.
Ao investir na empresa gestora do projeto, o investidor se torna sócio com quota do tipo Classe A, garantindo a posse perpétua da unidade com escritura definitiva registrada na Itália. A Intrust atua como sócia gestora (Classe B), responsável pela entrega, operação e locação das unidades.
“Essa estrutura é o que qualifica o projeto para o Golden Visa: um investimento direto em empresa italiana existente, com geração de impacto econômico local”, diz Loschiavo.
O capital deve ser mantido por pelo menos dois anos para garantir a elegibilidade do visto.
O projeto Villa Tropical oferece duas opções de pagamento para atender diferentes perfis de investidores. A primeira opção é para quem busca agilidade no processo de residência, com um aporte inicial de pelo menos 500 mil euros, permitindo o início imediato do processo de solicitação do visto.
O restante do valor da unidade pode ser negociado em condições distintas.
A segunda opção atende investidores que preferem diluir os pagamentos ao longo da construção, com aportes parcelados conforme os marcos da obra. A elegibilidade para o Golden Visa só se dá quando a soma das parcelas atinge o patamar de 500 mil euros.
Além da residência, o projeto oferece a possibilidade de renda passiva. A operação será centralizada por um pool de locação administrado pela gestora, que cuidará da manutenção e comercialização das unidades. A meta é atrair turistas de alto padrão com diárias compatíveis com o segmento de luxo europeu.
“O Villa Tropical foi concebido como um ativo financeiro inteligente. É uma forma de dolarizar o patrimônio em euro, com rendimento passivo e regime tributário otimizado para novos residentes na Itália”, afirma Loschiavo.
“É uma estratégia para quem deseja proteger capital e, ao mesmo tempo, acessar oportunidades de mobilidade internacional e um futuro europeu para a família”, completa.
