Virginia Giuffre: Trauma, Escândalo Epstein e o Impacto no Reino Unido em 2026

Virginia Giuffre, vítima de abusos, expõe rede de poder! Escândalo Epstein: Detenção de Andrew Mountbatten Windsor e choque na monarquia britânica. Descubra os detalhes!

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(Imagem de reprodução da internet).

A Vida de Virginia Giuffre e o Escândalo Epstein

A vida de Virginia Giuffre foi profundamente marcada por um dos casos mais impactantes das últimas décadas, um escândalo que ganhou destaque crescente nas semanas recentes. Inicialmente uma jovem anônima, recrutada para o círculo de Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell, ela se tornou uma das vozes mais proeminentes na denúncia de abuso e tráfico sexual, expondo ligações com figuras de poder político, financeiro e até mesmo da realeza britânica, incluindo o ex-príncipe Andrew, irmão do Rei Charles.

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Em 19 de julho de 2026, um novo desdobramento no caso ocorreu com a detenção de Andrew Mountbatten Windsor, após uma “avaliação minuciosa” realizada pelas autoridades no âmbito de investigações relacionadas ao escândalo. O Palácio de Buckingham anunciou, na mesma data, que iniciaria um processo formal para a remoção de títulos e honrarias remanescentes, e que o ex-príncipe seria transferido para um imóvel privado, deixando a Royal Lodge, residência tradicional da família real.

Quem Foi Virginia Giuffre?

Virginia Louise Roberts, nascida em 9 de agosto de 1983 em Sacramento, Califórnia, cresceu na Flórida. Seu relato pessoal descreve um ambiente familiar marcado por instabilidade e violência. Giuffre faleceu em 25 de abril de 2025, na Austrália, aos 41 anos.

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Em sua autobiografia póstuma, “Nobody’s Girl”, ela detalhou ter sido vítima de abuso sexual desde a infância, acusando seu pai e um amigo da família de agressões e exploração, alegações que seu pai negou.

Giuffre relatou ter sido rotulada como “problemática” e enviada para uma instituição de disciplina rígida voltada a adolescentes considerados fora de controle. Após fugir de casa, ela afirma ter sido aliciada por um homem mais velho que se apresentava como agente de modelos, iniciando um processo de exploração.

A fotografia que a acompanha mostra Virginia Giuffre em um momento mais jovem.

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Envolvimento com Epstein, Maxwell e Trump

Segundo suas declarações públicas, Virginia Giuffre trabalhou em empregos informais até chegar ao spa do resort Mar-a-Lago, propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde 1985. Foi lá que ela conheceu Ghislaine Maxwell, apontada como braço-direito de Epstein.

Anos depois, Giuffre se mudou para a Austrália, onde se casou com Robert Giuffre, instrutor de artes marciais, com quem teve filhos e construiu uma vida fora dos Estados Unidos.

Em entrevistas, Giuffre descreveu o marido como uma figura de apoio durante parte de sua recuperação. No entanto, nos meses que antecederam sua morte, surgiram relatos de tensão conjugal. Informações posteriores indicaram que Giuffre teria acusado o marido de violência doméstica e estava em processo de revisão de trechos do livro que o retratavam positivamente.

O prefácio da obra, escrito pela coautora, menciona que a narrativa sobre o casamento estava sendo reconsiderada quando ela morreu.

As Acusações Contra o Príncipe Andrew

Entre as acusações mais graves de Giuffre está a que envolve o príncipe Andrew. Ela alegou que Epstein e Maxwell a levaram para encontros com Andrew em três ocasiões: em Londres, em Nova York e na ilha privada de Epstein, nas Ilhas Virgens. Giuffre afirmou que tinha 17 anos quando ocorreu o primeiro encontro com o príncipe Andrew.

Giuffre relatou que foi apresentada a Andrew na casa de Ghislaine Maxwell, em Londres, e que depois teria saído com ele para a boate Tramp. Andrew negou as afirmações de que teria feito sexo com Virginia Giuffre, chegando a questionar a autenticidade da foto que a mostra ao lado dele, sugerindo que poderia ser manipulada.

Ele também declarou não ter memória de ter se encontrado com Giuffre.

Acordo e Impacto

Em 2021, Virginia Giuffre entrou com uma ação civil contra Andrew em Nova York, que foi encerrada em fevereiro de 2022 por meio de um acordo extrajudicial. Andrew concordou em pagar uma quantidade não divulgada e realizar uma doação substancial a uma organização ligada à defesa de vítimas de abuso.

Ao longo dos anos, Giuffre se tornou uma das sobreviventes mais visíveis do caso Epstein, concedendo entrevistas e fundando a organização Speak Out, Act, Reclaim (SOAR).

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