Wall Street Aposta em Magreza das Tripulações para Turbinar Lucros das Aéreas em 2026

Wall Street acompanha com atenção: remédios para emagrecer impulsionam lucro em companhias aéreas! Analistas preveem redução de custos com combustível. Companhias como American Airlines podem ter ganho de 11,7% no lucro por ação. Descubra como a novidade muda o setor aéreo em 2026!

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(Imagem de reprodução da internet).

A Wall Street está observando um resultado surpreendente com a popularização dos medicamentos para perda de peso nos Estados Unidos: as companhias aéreas. Analistas do Jefferies apontam que uma população mais magra pode levar a uma redução significativa nos custos operacionais, principalmente no consumo de combustível, que representa o maior gasto das empresas do setor.

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O relatório do grupo, obtido pela CNBC, sugere que uma sociedade mais “enxuta” implica em menor demanda por energia. A estimativa é que uma diminuição de 10% no peso médio dos passageiros possa resultar em uma redução de até 1,5% nos custos com combustível, gerando um aumento potencial de até 4% no lucro por ação das principais companhias americanas.

A lógica é simples: menos peso transportado significa menos querosene de aviação sendo utilizado.

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O peso dos passageiros é um fator crucial na eficiência das aeronaves, um ponto reconhecido por fabricantes como a Boeing. A redução no peso pode eliminar a necessidade de administração de medicamentos injetáveis, um processo que gera custos adicionais para as companhias.

A expectativa é que a conveniência dos novos medicamentos atraia um novo grupo de usuários em busca de tratamento para a obesidade. A análise do Jefferies utilizou como referência o peso operacional vazio de uma aeronave, que é de 99 mil libras (aproximadamente 45 toneladas).

Em um voo com 178 passageiros, cada um pesando em média 180 libras (cerca de 81,5 quilos), o peso total humano a bordo soma cerca de 32 mil libras (aproximadamente 14,5 toneladas).

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Se o peso médio diminuir 10%, isso representaria uma redução de 3.200 libras (cerca de 1,4 tonelada) – aproximadamente 2% do peso total de decolagem. Essa economia se multiplicaria por milhares de voos ao ano. Em 2026, as quatro maiores companhias aéreas devem consumir 16 bilhões de galões de combustível, com um custo médio de US$ 2,41 por galão, totalizando uma fatura de combustível que ultrapassa US$ 39 bilhões – cerca de 19% das despesas totais do setor.

Considerando que cada 1% de redução de peso melhora a eficiência do combustível em 0,75%, o banco projeta que um corte de 2% no peso total da aeronave pode elevar o lucro por ação em até 4%. A American Airlines, por exemplo, teria o maior ganho estimado: 11,7% de aumento no lucro por ação, devido à sua alta alavancagem operacional.

A Southwest Airlines seguiria com 4,2%, seguida pela United (3,5%) e Delta (2,8%).

O setor aéreo historicamente adota medidas rigorosas para reduzir peso e economizar combustível. Um exemplo recente é a United Airlines, que em 2018 substituiu a revista de bordo por uma versão mais leve, economizando 30 gramas por exemplar, o que resultou em uma economia de 170 mil galões de combustível por ano, equivalente a cerca de US$ 290 mil na época.

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