Xangai está se preparando para se tornar um importante centro global para o abastecimento e comércio de combustíveis verdes destinados ao transporte marítimo. Até 2030, a cidade tem como objetivo consolidar sua posição como um hub estratégico nesse setor em rápida transformação.
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O plano, divulgado pelo Ministério dos Transportes e outros dez órgãos governamentais, visa atender à crescente demanda por soluções de combustíveis mais limpos no setor naval, impulsionada pelas metas de descarbonização da Organização Marítima Internacional (IMO).
Metas de Abastecimento e Comércio
O plano estabelece metas ambiciosas para Xangai, incluindo a capacidade de abastecer mais de 1 milhão de metros cúbicos de gás natural liquefeito (GNL) e 1 milhão de toneladas de metanol e biocombustíveis até 2030. Dados de 2025 já mostram um progresso significativo: o Porto de Xangai já abasteceu 712 mil metros cúbicos de GNL e 62,5 mil toneladas de metanol, colocando-o em segundo lugar global, atrás apenas de Roterdã, em termos de volume de metanol verde.
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Novos Projetos e Desafios
O projeto de metanol verde de 100 mil toneladas, liderado pelo grupo Shenergy, entrou em operação no final de 2025, utilizando resíduos urbanos como matéria-prima. Outro projeto, da Shanghai Electric, em Taonan, na província de Jilin, também começou a fornecer metanol verde. Apesar desses avanços, o plano reconhece que o crescimento enfrenta desafios, como a falta de detalhamento de algumas políticas de apoio, a oferta limitada de biocombustíveis misturados em comparação com outros portos e a necessidade de melhorar a coordenação logística entre as regiões produtoras e Xangai.
Eixos para o Sucesso
Para superar esses obstáculos, o plano define metas em sete frentes, incluindo a segurança do abastecimento, modelos de reabastecimento multimodais, a criação de um mecanismo de coordenação entre órgãos governamentais e a expansão da infraestrutura de armazenamento e logística. O governo espera acelerar a adoção de combustíveis de menor emissão no transporte marítimo e consolidar a posição de Xangai na cadeia global de energia para navegação.
A iniciativa está alinhada com a estratégia dos “Cinco Centros” de Xangai, buscando reduzir as emissões do setor naval.
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