Em um marco significativo, o presidente chinês e o primeiro-ministro canadense assinaram nesta sexta-feira (16) um acordo de parceria estratégica. Após anos de tensões diplomáticas, o acordo promete impulsionar o comércio e o turismo entre os dois países.
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A assinatura do acordo representa um ponto de inflexão, encerrando disputas que incluíram detenções de cidadãos e conflitos tarifários. O Canadá permitirá a entrada de 49 mil veículos elétricos fabricados na China, com tarifas reduzidas para 6,1%.
Em contrapartida, a China diminuirá as tarifas sobre produtos de canola de 84% para cerca de 15% a partir de março de 2024, além de facilitar a entrada de turistas canadenses sem a necessidade de visto.
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O premier canadense expressou sua satisfação com o avanço da nova parceria estratégica, destacando que as conversas dos últimos meses foram focadas em restaurar a cooperação entre os dois países. O presidente Xi Jinping também comentou sobre a importância do acordo, mencionando que a reunião da cúpula da Apec em outubro de 2024 abriu um novo capítulo nas relações entre China e Canadá.
As relações entre os dois países se deterioraram em 2018, após a detenção da filha do fundador da Huawei pelo Canadá, sob solicitação dos Estados Unidos. Em resposta, a China prendeu dois canadenses acusados de espionagem. As tarifas recíprocas impostas entre os países, influenciadas pelas pressões do governo de Donald Trump, contribuíram para a eventual aproximação.
A viagem do primeiro-ministro canadense à capital chinesa marca a primeira visita de um chefe de governo em oito anos. O acordo representa um passo importante para a retomada da cooperação bilateral, após um período de tensões diplomáticas.
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