Ye volta a Londres! Festival Wireless terá o artista como headliner, mas o histórico gera forte reação negativa de políticos e grupos. O que esperar?
Ye, o nome artístico de Kanye West, foi anunciado como headliner do Festival Wireless, que acontecerá em Londres nos dias 10, 11 e 12 de julho. Esta apresentação marcaria seu retorno ao Reino Unido, já que foi a primeira vez que encabeçava o evento desde o Glastonbury em 2015.
A notícia gerou uma forte reação negativa, com críticas vindas de políticos, organizações judaicas e patrocinadores. Todos apontaram o histórico antissemita do rapper como motivo para repudiar sua participação no festival.
O primeiro-ministro britânico, Starmer, foi um dos primeiros a se manifestar publicamente. Ele considerou a contratação “profundamente preocupante”, citando os comentários antissemitas anteriores de Ye e a celebração do nazismo.
“O antissemitismo em qualquer forma é abominável e deve ser confrontado firmemente onde quer que apareça. Todos têm a responsabilidade de garantir que a Grã-Bretanha seja um lugar onde os judeus se sintam seguros”, declarou Starmer ao The Sun no último domingo, 5.
Adversários do partido Labour, ao qual Starmer pertence, também se posicionaram contra a vinda de West. Kemi Badenoch enfatizou a necessidade de impedir o aumento do ódio ao povo judeu, o que inclui não dar palco a quem faz declarações antissemitas.
Nigel Farage foi mais direto em sua opinião, afirmando: “Pessoalmente, eu não compraria um ingresso”. A repercussão chegou aos órgãos locais, com o Conselho de Haringey condenando a contratação, pois os comentários passados do artista são considerados “ofensivos e errados, e simplesmente não refletem os valores de Londres”.
Em relação à entrada do artista, o Ministério do Interior britânico não havia recebido nenhuma solicitação de visto de West, segundo relatos da mídia local. A secretária do Interior, Shabana Mahmood, detém o poder de banir estrangeiros cujas visitas sejam consideradas contrárias ao interesse público.
Caso o visto não fosse aprovado, não seria o primeiro país a barrar Ye. Isso já ocorreu após o lançamento da música “Heil Hitler”. Tony Burke, ministro de Assuntos Internos australiano, alertou que “o que não é sustentável é importar ódio”.
Após o anúncio de Ye como headliner, a patrocinadora principal do evento, a , anunciou sua retirada. Em seguida, o grupo , também parceiros do festival, comunicou que não patrocinaria o Wireless de 2026 “como está”.
Um porta-voz da Diageo informou à BBC que, devido às preocupações, a empresa não patrocinaria o festival Wireless de 2026. Embora o site ainda exibisse nomes como Pepsi, Johnnie Walker e Captain Morgan em algumas áreas, a seção de detalhes dos patrocinadores passou a mostrar a mensagem “Não há nada para ver aqui.”
Kanye West foi, por anos, um dos artistas mais celebrados do hip-hop, com um vasto número de discos vendidos e múltiplos prêmios Grammy. Contudo, seu comportamento controverso sempre foi parte de sua imagem, mas a situação piorou em 2022.
Neste ano, publicações incluíram símbolos combinando suástica e Estrela de Davi, além da declaração de que iria “DEATHCON 3 nos judeus”, configurando uma ameaça de violência. Também usou uma camiseta com os dizeres “White Lives Matter” durante a semana de moda de Paris.
Em 2025, o cantor intensificou suas declarações, chegando a se declarar nazista. Após um pedido de desculpas anterior, ele lançou a música nazista “Heil Hitler”, que foi banida das principais plataformas de streaming, e vendeu camisetas com suásticas em seu site.
O rapper também foi visto usando um traje estilo Ku Klux Klan.
Após esse turbilhão de falas discriminatórias, West tentou reconquistar o público. Em novembro de 2025, ele se reuniu com o rabino Yoshiyahu Yosef Pinto, pedindo desculpas por seus comentários antissemitas em um vídeo. Em janeiro de 2026, ele publicou um anúncio no Wall Street Journal, afirmando não ser “nazista nem antissemita” e atribuindo seu comportamento ao transtorno bipolar tipo 1.
Atualmente, após o lançamento de seu álbum “Bully”, Kanye West busca retomar seu espaço nos palcos. Contudo, diversas instituições, inclusive no Brasil, mantêm o posicionamento contrário à sua presença em eventos.
Em outubro de 2025, em São Paulo, o evento foi barrado. Nunes declarou em nota que “em equipamento público da prefeitura, ninguém que faça apologia ao nazismo vai tocar ou cantar nem uma palavra”. O prefeito reforçou que sua gestão não aceita tal manifestação.
A produção do show relatou ter sido “surpreendida com a revogação unilateral do termo de cessão de uso do espaço”. O evento seria a única apresentação de West no Brasil, marcando seu retorno após 14 anos, desde o festival SWU, em 2011.
Autor(a):
Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!