Advent International aumenta participação acionário Natura (NATU3) em R9,75/ação

A Natura (NATU 3) comunicou ao mercado nesta quarta – feira, dia 2 de julho, uma nova movimentação em seu processo de incorporação societária pela Adventure International.
Um fundo gerido pelos veículos do grupo passou agora a deter um total aproximado de 8% das ações da companhia: parte já registrada e outra via contratos financeiros complexos chamados Total Return Swaps (TRS.
O avanço na participação acionária
Segundo o comunicado divulgado hoje, os fundos ligados à Advent Internacional detêm atualmente mais de 90 milhões de ações negociadas. Esse volume representa exatamente 6,6% do capital social da Natura até este momento.
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Além dessa fatia direta nas mãos dos investidores, há uma exposição econômica adicional equivalente a quase 19,3 milhão de ações por meio desses derivativos TRS com liquidação financeira exclusiva. Somando as duas posições — titularidade e sintética —, chega – se ao patamar total próximo aos oito percentuais no grupo empresarial.
O que muda para o controle acionário
Direito à indicação na governança. Esse avanço marca um passo importante em relação ao compromisso vinculante firmado pela Advent Internacional ainda em março passado. O acordo original previa que ela compraria entre 8% e até 10% do capital da Natura, visando atingir esse mínimo de participação desejado a R 9,75 por ação média.
Ao liquidar os contratos TRS e assumirem definitivamente as ações correspondentes aos derivativos, é possível alcançar formalmente aquele percentual inicial estabelecido no pacto vinculado: o patamar crucial dos oito por cento das cotas sociais. No entanto, mesmo com essa consolidação na titularidade direta ou sintética, a própria companhia ressalta publicamente que ainda não se considera ter alcançado totalmente este marco contratualmente definido.
Dependência da Assembleia Geral Extraordinária
A necessidade de novos acordos. Para exercer plenamente seus direitos junto à governança corporativa — como indicar dois conselheiros adicionais ao Conselho de Administração —, é preciso mais do que apenas atingir os 8% acionários.
É fundamental firmar um novo acordo entre o grupo Advent e com os atuais signatários dos Acordos de Acionista, além disso deve ser dispensada uma Oferta Pública de Aquisição (OPA), obrigatória em casos dessa relevância. A aprovação para essa dispensa depende diretamente de votação na Assembleia Geral Extraordinária da Natura; data ainda a ser marcada pela própria companhia.
Na prática, isso significa que embora haja progresso visível no controle financeiro das ações, as etapas formais junto à governança dependem do cumprimento desses requisitos legais específicos.
Mudanças nos cargos executivos
Novas estruturas e mandatos. O acordo original assinado por todos os envolvidos também promoveu alterações significativas nas lideranças internas: Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Pasos deixaram o Conselho de Administração para assumir um papel em conselho consultivo sem poder decisório.
O ex – CEO Alessandro Carlucci foi nomeado presidente deste novo colegiado que terá mandato inicial de dois anos. Além disso, houve a assinatura de um pacto acionário renovador entre os controladores da companhia; este documento tem vigência prevista inicialmente por dez anos, com possibilidade de prorrogação adicional.
Potencial ampliação do quadro diretivo
Caso todo esse processo se concretize — desde a conclusão na aquisição das ações até as aprovações legais —, o Conselho poderá ser expandido para chegar ao máximo de dez membros no total. Desses possíveis assentos ampliados, pelo menos quatro deverão ter caráter independente.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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