Alexandra Olivares discorre sobre neurociências na gestão humana

Alexandra Olivares discorre sobre a aplicação das neurociências na gestão humana com foco em líderes conscientes.

01/07/2026 11:32

4 min

Membros e Convidados do Clube CHRO Exame Saint Paul de São Paulo
Membros e Convidados do Clube CHRO Exame Saint Paul de São Paulo

A cobrança por resultados e desempenho é um tema constante no ambiente corporativo brasileiro — presente em metas de vendas ou indicadores trimestrais. No entanto, o sucesso das equipes depende também de fatores menos óbvios: a qualidade do sono dos colaboradores, seu nível de atenção, estado emocional, confiança mútua e até mesmo como as pessoas tomam decisões sob pressão.

Foi esse foco que motivou mais recentemente uma edição especial do Clube CHRO EXAME. O encontro aconteceu dia 2de junho, no restaurante Cantaloup, na cidade de São Paulo. A ocasião reuniu diversas lideranças da área de Recursos Humanos para debater neurociência aplicada à gestão humana nos negócios.

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Neurosciências aplicadas ao comportamento corporativo. A conversa contou com Alexandra Olivares, especialista em neurociência aplicada por professora da Saint Paul Escola de Negócios. Segundo a palestrante e convidada principal, o estudo avançado sobre como funciona nosso sistema nervoso pode ajudar as empresas não só a melhorar decisões estratégicas, mas também a desenvolver líderes mais conscientes. “O que é estudar essa ciência? É entender tanto o próprio sistema nervoso quanto sua relação complexa com outros sistemas do corpo humano”, explicou Oliviares.

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Ela detalhou ainda que esse conhecimento ajuda a compreender melhor os mecanismos pelos quais interagimos — seja através das emoções ou até mesmo pela respiração —, fatores cruciais para manter um bom desempenho ao longo dos dias.

Desvendando variáveis de performance. Na prática empresarial, aplicar neurociência significa traduzir descobertas sobre comportamento em situações cotidianas no trabalho. Isso inclui saber por que uma equipe pode perder confiança e como as diferentes culturas corporativas influenciam decisões individuais.

Alexandra Olivares enfatizou o conceito complexo do cérebro: ele não opera isoladamente; responde diretamente às relações interpessoais, à cultura da empresa e aos vivenciais pessoais. Por isso, ela alertou contra a visão simplificada onde “comportamento fosse apenas uma equação matemática”, pois suas verdadeiras variáveis seriam ambiente, genética, experiência cultural…

O papel estratégico das emoções na liderança. Um ponto central abordado foi o córtex pré frontal (popularmente chamado de CPF), área cerebral responsável pelas funções mais sofisticadas como planejamento cognitivo avançado, regulação emocional e tomada precisa de decisões estratégicas.

A palestrante também trouxe conceitos importantes para entender que resultados não podem vir separados do bem – estar dos colaboradores; é preciso olhar simultaneamente tanto para desempenho quanto saúde mental. Ela citou até mesmo modelos conceituais —como David Rock fez com SCARF— explicando as necessidades sociais básicas: status, certeza, autonomia, relacionamento e justiça.

Quando um profissional se sente ameaçado ou excluído no ambiente corporativo por qualquer motivo desses fatores, o cérebro interpreta a situação imediatamente como risco.

Gestão da atenção em meio à hiperconexão. O desafio contemporâneo de manter foco foi destacado pela especialista ao abordar tema crucial na gestão moderna das equipes. Segundo os materiais que acompanharam Alexandra Olivares durante o evento do Clube CHRO EXAME, passar muito tempo olhando para telas é hoje uma realidade alarmante.

Ela explicou ainda sobre algo chamado rede neuronal padrão (DMN), ligada aos momentos de divagação mental e pensamentos aleatórios; um estudo citado mostrou que passamos cerca de 47% do nosso tempo acordados nesse estado. A tecnologia atual potencializa esse quadro: “Não estamos mais no comando da nossa própria atenção”, alertou a palestrante.

Técnicas práticas em reuniões tensas. Para mitigar os efeitos negativos dessa hiperconexão ou lidar com situações delicadas, Alexandra Olivares sugeriu pequenas mudanças intencionais na rotina corporativa. Ela recomendou pausas conscientes para observar o ritmo respiratório — uma técnica simples capaz de modular funções ligadas à memória e ao controle emocional. “A respiração profunda pode estimular maior coordenação neural…”, afirmou ela sobre como essa prática ajuda não só quando se está sob pressão antes de um momento difícil (como apresentar resultados), mas também no dia a dia das conversas difíceis entre equipes.

Desenvolvimento profissional em São Paulo

O encontro do Clube CHRO EXAME reforçou ainda iniciativas voltadas aos talentos emergentes, apresentando detalhes da Conferência Na Prática. Segundo os materiais exibidos durante o evento na cidade paulistana, esta conferência já conta com mais de 10.800 inscritos e reúne centenas de empresas. Ao longo dos próximos meses até **2026**, o clube manterá encontros focados temas como liderança avançada, cultura organizacional, desenvolvimento humano contínuo, saúde mental no trabalho e estratég

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