Alexandre Moraes determina depoimento de Flavio Bolsonaro em julho

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que o depoimento será prestado por Flávio Bolsonaro no dia 28 de julho. O pré – candidato à Presidência da República e senador pelo PL – RJ deverá comparecer na próxima semana para depor perante a Polícia Federal.
A decisão foi tomada após os advogados dele tentarem reagendar sua participação em um inquérito específico sobre uma suposta calúnia contra Lula, presidente atual pela PT. A audiência está marcada com início às 14h neste mês.
Conflito judicial: Por que houve mudança nas datas do testemunho
Na última sexta – feira (dia 17), Moraes explicou o motivo de ter fixado diretamente essa data no calendário investigativo. Ele apontou que havia havido tentativas anteriores por parte da defesa para marcar outra ocasião na coleta das informações junto à Polícia Federal.
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O ministro ressaltou ainda que a própria PF já ofereceu diversas oportunidades e flexibilidade caso Flávio indicasse um horário mais conveniente, inclusive possibilitando uma realização via videoconferência em algum momento anterior. No entanto, segundo Alexandre de Moraes, os defensores se limitaram apenas ao pedido formal de prorrogação do prazo sem apresentar qualquer tipo de documento ou comprovação concreta sobre sua impossibilidade real de comparecer nas datas inicialmente estipuladas pela Justiça.
Por esse motivo, o magistrado considerou necessário designar imediatamente as novas data para garantir não haver atrasos no andamento das investigações.
Contexto da investigação: A acusação feita contra Lula
O depoimento faz parte dos autos que apuram a calúnia cometida por Flávio Bolsonaro em uma publicação realizada na rede X (antigo Twitter). O post foi feito há pouco mais de um ano e ocorreu após os Estados Unidos capturarem Nicolás Maduro, presidente venezuelano.
Nessa mensagem digital do senador eleitoralista, foram feitas acusações graves ao então mandatário brasileiro. Especificamente, o texto afirmava categoricamente que “Lula será delatado”, associando – lhe crimes como lavagem de dinheiro, apoio à ditaduras ou terroristas internacionais, tráfico internacional de drogasarmas e fraudes no processo eletrônico.
A Polícia Federal concluiu por volta do final de junho investigativo que a publicação se enquadra na tipificação criminal da calúnia. Isso ocorre porque Flávio Bolsonaro imputou falsamente uma série de delitos específicos contra Lula. Para os investigadores federais, ficou claro nos autos que ele sugeriu essa denúncia em um contexto específico: seria através de alguma colaboração premiada vinda diretamente dos Estados Unidos com Nicolás Maduro.
O relatório detalhado foi enviado ao STF, levando o procurador – geral (PGR) a solicitar formalmente à Justiça federal realizar esta ouitiva antes mesmo das próximas etapas analíticas serem concluídas.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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