Ali Khamenei homenageado em procissão pelas ruas de Teerã

O corpo do líder supremo iraniano Ali Khamenei foi levado em procissão pela manhã desta segunda – feira 6 pelas ruas de Teerã, atraindo uma enorme multidão para o terceiro dia das cerimônias nacionais.
Após passar dois dias na Grande Mosalla de Teerã prestando homenagens ao falecido líderes após os bombardeios ocorridos no último sábado (28), seu caixão iniciou um rito que deve se estender por cerca de dez a doze horas. Os organizadores informaram à população sobre este cortejo fúnebre da capital irânica.
O trajeto e as manifestações em Teerã
Segundo informações divulgadas pela emissora estatal Irib, o comboio com Khamenei começou sua jornada pelas ruas emblemáticas como Enghelab — ou Rua Revolução —, passando também pelo local conhecido como praça Azadi – Praça Liberdade.
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O general Hassan Hassanzadeh, comandante principal na Guarda Revolucionária, pediu que os cidadãos comparecessem pacificamente a essa área central de reunião.
Milhares estiveram presentes nas homenagens. Muitos dos participantes vestiam roupas pretas; alguns carregavam bandeiras do Irã enquanto outros exibiam retratos do líder supremo falecido em cartazes e faixas. Um exemplo disso foi um iraniano mostrando uma placa com o texto “Abaixo os Estados Unidos” ao lado da imagem alvo militarizada.
Tensão política: resiliência após confrontos
As cerimônias fúnebres, que marcam não apenas o sepultamento oficial de Ali Khamenei— figura que governou a República Islâmica por mais de três décadas e meia —, também servem como plataforma para as autoridades reforçarem sua narrativa sobre a resistência nacional. O objetivo é projetar imagens de força do Irã em meio à guerra contra Israel e aos Estados Unidos. O governo busca destacar ainda grande apoio popular às instituições depois dos protestos massivos ocorridos no ano passado.
A comitiva continuará os ritos nos dias seguintes: na terça – feira haverá eventos similares realizados na cidade sagrada de Qom; quarta será marcada pela passagem pelos dois santuários iraquianos, culminando o ciclo fúnebre quinta – feira, que ocorrerá em Mashhad, local natal nas regiões nordeste da República Islâmica iraniana.
Participação política durante as homenagens
O presidente do Parlamento Iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf utilizou a rede social X para prestar homenagem ao “mártir”, descrevendo a Nação islámica como “orgulhosa e invencível”. No domingo anterior à procissão principal de segunda, três filhos de Ali Khamenei compareceram às cerimônias.
Contudo, Mojtaba Khamenei — nomeado novo líder supremo logo após o falecimento —, esteve ausente; autoridades informaram que ele sofreu ferimentos nos ataques ocorridos em 28 de fevereiro.
A presença pública também foi notável: Masoud Pezeshkian participou da Grande Mosalla com os ritos iniciais – algo inédito para seus antecessores devido aos laços tensos entre eles –, enquanto Ahmad Vahidi assumiu como nova figura na Guarda Revolucionária e apareceu publicamente pela primeira vez desde a guerra começar no último dia (28/02.
Vingança contra o Ocidente
O tema do confronto internacional tem sido recorrente durante as orações fúnebres. O líder Khamenei manteve uma linha de desafio constante em relação ao bloco ocidental, período sob seu comando viu apoio iraniano a grupos armados contrários tanto à União Europeia quanto a Israel.
“Os assassinos [de Khamenei] devem ser punidos”, declarou um homem identificado como Miremadi na quinta – feira por meio da agência AFP. Uma mulher chamada Bakand reforçou esse sentimento: “Apoiamos nossa revolução e nosso líder, e exigimos vingança pelo sangue dos nossos entes queridos”.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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