Representantes brasileiros buscam reverter taxa proposta nos EUA

Representantes brasileiros buscam reverter taxa proposta nos EUA, alertam sobre impacto negativo nas cadeias produtivas globais.

06/07/2026 08:11

4 min

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Representantes brasileiros das indústrias vão se reunir hoje, 7 de maio, nos Estados Unidos.

O objetivo é participar de audiências em Washington DC., buscando reverter uma proposta avaliada como excessiva pelos setores produtivos nacionais: a taxação sugerida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). Os participantes argumentarão contra as tarifas adicionais sob diversos ângulos — econômico, jurídico e comercial —, alegando que tal medida elevaria custos para consumidores americanos e prejudicaria empregos no próprio país.

Indústria da Máquinas deve defender o comércio bilateral

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) será um polo importante nas discussões sobre os impactos das taxas aduaneiras. Patrícia Gomes, diretora de Comércio Exterior por parte da Abimaq, enfatizará como mais de 80% do fluxo comercial entre empresas brasileiras ocorre dentro dos mesmos grupos econômicosmatrizes ou filiais.

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Segundo a entidade, impor tarifas adicionais seria prejudicial à própria indústria americana, especialmente nos segmentos vitais de infraestrutura e energia. “Em componentes para produção feita em EUA, é difícil fazer uma substituição rápida; isso daria oportunidade a outros países além da China”, alertou ela.

Empresas defendem investimentos gerados no

Brasil Investimento brasileiro gera empregabilidade local na FlóridaAs grandes corporações também levarão seus casos ao debate público sobre as taxas do USTR (United States Trade Representative). A Bauducco destacará um investimento recente: inaugurar uma nova fábrica na Flórida com capacidade dobrada de produção. Essa unidade deverá gerar cerca de 600 postos de trabalho quando atingir sua plena operação, e a empresa pedirá que os produtos fiquem isentos da tarifa por três a cinco anosO CEO das empresas argumenta ainda que qualquer taxação resultaria em menos investimentos no país americano, gerando preços mais altos para o consumidor local e reduzindo empregos. A WEG levará à audiência Peter Barry, presidente de sua subsidiária americana, discutindo cadeias ligadas aos setores energético, industrial e infraestrutura Setores específicos debatem falhas técnicas do USTRCana – deaçúcar aponta dados desatualizados na análise comercial

Para a União da Indústria de Cana – de – Açúcar e Bioenergia (Unica), os relatórios emitidos pelo setor são deficientes tecnicamente. Welber Barral, ex – secretário de Comércio Exterior pela Unica, apontará que o material utiliza informações obsoletas — principalmente sobre questões ambientais como o desmatamento —, além de ignorar exigências já estabelecidas no âmbito da OMC.

Outros setores também terão seus temas em pauta: café verde será defendido por Cecafé buscando manter sua isenção tarifária; haverá discussão para ampliar essa lista com inclusão do café solúvel. Marcos Matos**, diretor geral do Cecafé, reforçou a importância comercial bilateral ao afirmar que “o Brasil é maior produtor e exportador mundialmente.

Quando surgiu perspectiva tarifas sobre nosso café, inflação chegou oito vezes mais alta que média americana”.

Argumentações jurídicas contra as taxas

Setores de commodities contestam regras da OMC

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), representada por Roberto Azevêdo — exdiretor – geral da Organização Mundial do Comércio —, argumentará publicamente o caráter insustentável das novas cobranças sob os aspectos jurídico, econômico ou estratégico.

Outros setores também se posicionarão: a Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI) defenderá que avanços brasileiros no combate à pirataria e na redução dos prazos para análise patentes tornaram desatualizado todo diagnóstico apresentado pelo USTR.

Por fim, as entidades de rochas ornamentais apontam falhas estruturais nas regras comerciais internacionais. A CNA sustentou ainda críticas sobre tarifas preferenciais em relação ao etanol e questões ambientais não encontrarem respaldo nem nos princípios da OMC quanto evidências financeiras.

Impacto das taxas brasileiras

Setores exportadores mostram impacto do comércio brasileiro

Os argumentos econômicos apresentados pelos participantes são robustos: a Abimaq ressaltará que os EUA importaram US 3,2 bilhões em máquinas equipamentos brasileiros no ano passado (dados de 2025), gerando um superávit comercial estimado na proporção de US 1,2 bilhão. Essa informação enfraquece o argumento para adoção da tarifa.

A Associação Brasileira de Indústria Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) defenderá ainda sua produção nacional basear – se exclusivamente em florestas plantadas e sistemas rigorosos de rastreabilidade do material. Centrorochas**, associação das pedras naturais, alertou sobre a dependência americana: cerca de 85% dos materiais consumidos nos EUA são importados no país vizinho; além disso, quase ¼ desse volume vem diretamente do Brasil.

As audiências prometem ser um palco intenso onde o comércio bilateral entre os países será debatido com foco na manutenção da estabilidade econômica.

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