Árbitras liderarão VAR no Mundial Masculino de 2026

Árbitras liderarão VAR com desafios persistentes para igualdade representativa nos Jogos Olímpicos de 2026.

18/07/2026 22:22

3 min

A americana Tori Penso foi uma das árbitras que atuaram na Copa do Mundo de 2026
A americana Tori Penso foi uma das árbitras que atuaram na Copa ...

A presença feminina na arbitragem de grandes eventos esportivos está em ascensão, mas o caminho para igualdade total ainda enfrenta barreiras estruturais significativas no futebol masculino da FIFA.

Embora as mulheres já tenham apitado jogos das fases de grupos nas edições do Mundial até agora — incluindo 2022 e os preparativos para 2026 —, elas nunca assumiram como árbitras principais uma partida eliminatória durante um torneio mundial.

Apesar desse avanço visível dentro dos gramados, a autoridade máxima permanece sendo exercida por homens nos confrontos decisivos.

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O desafio na arbitragem em partidas masculinas

Para o Campeonato Mundial Masculino que será realizado em 2026, as funções estão definidas: haverá duas árbitras principais, três assistentes de área e mais uma responsável pelo VAR (árbitro de vídeo). No entanto, os números mostram como ainda é pequena essa representatividade feminina no cenário global do futebol. As mulheres compõem apenas 3,5% dos totalizando cento e setenta oficiais da competição.

Além das estatísticas gerais sobre a Copa do Mundo masculina, há desafios específicos relacionados à percepção pública quando se trata dessas profissionais.

Estudos anteriores apontaram um padrão duplo complexo enfrentado pelas arbitradoras

Viés de gênero em profissões dominadas por homens

Pesquisas realizadas com entrevistas feitas para árbitras que apitam jogos masculinos na Inglaterra revelam esse viés: o erro cometido por um homem é visto como uma falha individual; já no caso feminino, ele tende a ser atribuído ao próprio gênero da profissional.

“Toda decisão que você toma é vista como consequência de você ser mulher e não porque você está sendo arbitra”, explicou durante as conversações uma das profissionais. Essa tendência ocorre mais amplamente quando mulheres ingressam — mesmo talentosas – áreas historicamente ocupadas apenas por homens em qualquer setor do mercado laboral.

A subrepresentação feminina além dos gramados

O ritmo lento desse avanço na arbitragem esportiva mundial também se manifesta fora o campo principal, indicando um problema sistêmico maior nas modalidades desportivas profissionalmente estabelecidas.

No hóquei no gelo (NHL), a liga não registrou nunca nenhuma mulher atuando como árbitra durante uma partida da temporada regular. Já o baseball é exemplo de progresso gradual: Jen Pawol tornou – se pioneira em 2025 ao arbitrar por primeira vez um jogo completo e atuar atrás do home plate; ela continua sendo única até agora nessa função para jogos regulares da MLB. Embora atualmente nenhum oficial titular na lista completa seja femininoela trabalhou também convocada temporariamente nos Jogos Mundiais Masculinos de2026.

Outras ligas esportivas com avanços

O basquete (NBA) possui uma trajetória mais longa nesse quesito, contando desde que passou a ter árbitra em 1997 sua composição profissional foi alterada significativamente e hoje nove dos seus setenta e quatro oficiais titulares são mulheres ou pessoas não binárias. No futebol americano (NFL), o primeiro registro ocorreu somente em 2015; só depois Sarah Thomas se tornou pioneira ao atuar na arbitragem de um Super Bowl no ano de 2021.

Apesar desses marcos importantes — como as menções à WNBA onde homens representam parcela significativa do corpo técnico para os jogos femininos em 2026—, mesmo nesses esportes, a mulher ainda é frequentemente tratada por exceção.

O progresso lento mas inegável

Mesmo que o avanço seja gradual e enfrentando vieses culturais profundos sobre capacidade decisória feminina versus masculina (apesar da falta qualquer evidência disso), ele não pode ser negado. Há apenas quatro anos atrás nenhuma árbitra havia comandado um jogo de mata – mata masculino na Copa; hoje elas já estão no campo.

Pesquisas apontam para algo mais: quanto maior for a frequência com que os torcedores veem mulheres em grandes partidas, menor será considerada essa novidade pelo público geral — transformações perceptivas lentíssimas exigidas por mudanças estruturais.

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