Assédio, riscos e Síndrome de Estocolmo: o que mantém no trabalho tóxico?

Saúde mental no trabalho: assédio, riscos psicossociais e Síndrome de Estocolmo. Entenda por que vítimas permanecem em relações abusivas!

23/04/2026 08:43

4 min

Assédio, riscos e Síndrome de Estocolmo: o que mantém no trabalho tóxico?
(Imagem de reprodução da internet).

Saúde Mental no Trabalho: Assédio Moral, Riscos Psicossociais e a Síndrome de Estocolmo

No ambiente corporativo atual, a saúde mental deixou de ser um tema secundário para se tornar um foco central tanto na gestão quanto na regulamentação. Com a atualização da NR-1, que exige o gerenciamento de riscos psicossociais desde o ano passado, as empresas brasileiras enfrentam o desafio de identificar aspectos subjetivos que mantêm colaboradores em situações de trabalho tóxicas.

Um tema complexo e pouco discutido é a relação entre assédio moral, riscos psicossociais e a Síndrome de Estocolmo. Surge a questão: por que profissionais permanecem em relações de trabalho abusivas ou sentem o desejo de retornar a elas?

Entendendo os Componentes do Risco no Trabalho

Para analisar essa tríade, é fundamental compreender cada elemento separadamente. O assédio moral consiste na exposição repetitiva e prolongada de trabalhadores a situações humilhantes durante a jornada, visando desestabilizar emocionalmente a vítima e minar sua autoestima.

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Os riscos psicossociais derivam de falhas na organização e gestão, como cargas excessivas ou baixa autonomia. Estes não são meros problemas administrativos, mas riscos que causam danos reais, como depressão e burnout.

A Síndrome de Estocolmo no Contexto Laboral

A Síndrome de Estocolmo é uma resposta psicológica subconsciente onde a vítima, sob abuso ou grande tensão, desenvolve laços emocionais com o agressor. A conexão entre esses fatores é clara: um mal gerido cria um ambiente propício para o assédio.

O assédio, quando não tratado, deixa a vítima em um estado de vulnerabilidade que pode fazer emergir a Síndrome de Estocolmo como um mecanismo de defesa psíquica.

O Perfil do Gestor e a Liderança Abusiva

É crucial que gestores e responsáveis por Compliance, RH e Governança saibam diferenciar uma liderança exigente, mas legítima, de uma conduta estruturalmente abusiva. A Psicanálise aponta que o comportamento abusivo muitas vezes não é um conflito isolado, mas uma estrutura de personalidade.

Nesse cenário, o gestor perverso narcisista se destaca. Este indivíduo não sente empatia e usa os outros como objetos para inflar seu próprio ego. Diferente de um líder rigoroso, ele se satisfaz desqualificando o subordinado.

Padrões Comportamentais de Alerta

Para executivos e equipes de controle interno, alguns padrões merecem atenção redobrada. Um deles é a sedução inicial, onde o gestor parece carismático, mas gradualmente se apropria das ideias alheias.

Outros sinais incluem a ausência de culpa, onde o agressor inverte a narrativa, e a comunicação usada não para conectar, mas para confundir ou silenciar. Tais atitudes não são “estilo de liderança”; elas corroem o capital humano.

Sinais de Alerta e Responsabilidade Organizacional

No ambiente de trabalho, a Síndrome de Estocolmo pode se manifestar quando o colaborador passa a se identificar com os objetivos do agressor. Pequenos gestos de “gentileza” são usados para anular a percepção da violência sofrida, criando um ciclo perigoso.

A Psicanálise sugere que o assédio começa com uma “sedução perversa”, criando dependência emocional. O gestor deve observar relações de exclusividade excessiva, pois isso pode ser o prelúdio de um isolamento abusivo.

Para as empresas, identificar essas dinâmicas exige mais que um canal de denúncias. É preciso cruzar dados de relatos de RH com entrevistas de desligamento e até mesmo com o histórico de atendimentos médicos, monitorando sinais de adoecimento psicossomático.

Cultura Organizacional e o Risco de Silenciamento

A Psicanálise do Trabalho fala sobre o “cinismo viril”, um mecanismo de defesa coletivo perigoso. Em ambientes de alta pressão, cria-se uma cultura que nega o sofrimento em nome da produtividade. O risco surge quando valorizar o silêncio em vez do bem-estar.

É crucial que as empresas entendam que ignorar esses sinais não é apenas um risco ético, mas um risco operacional. A gestão deve promover um ambiente onde a saúde mental seja vista como pilar de sustentação, e não como um custo a ser gerenciado.

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