Bitcoin recua após desvalorização histórica em junho no Brasil

O bitcoin operou em leve alta nesta quarta – feira, dia 1 de [mês], estabilizando o valor próximo aos US 58 mil por unidade. Apesar da recuperação pontual no curto prazo, a criptomoeda acumulou uma desvalorização significativa ao longo dos primeiros seis meses de 2026.
A queda foi acentuada ainda mais somente durante junho, quando houve um recuo total de 20,4%. Esse desempenho negativo é atribuído principalmente à saída constante e nos fundos negociados em bolsa (ETFs) que listam títulos do bitcoino ativamente nas bolsas americanas.
Indicadores apontam para possível reversão
Na manhã desta quarta – feira, às 10h 08 horário de Brasília, o bitcoin registrava uma leve variação positiva de apenas 0,1% no período das últimas 24 horas. O preço se situava ligeiramente acima dos US 58 mil por unidade.
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Apesar da pressão vendedora observada pelos ETFs e nos fluxos financeiros globais, Gil Herrera, diretor de estratégia e operações na corretora Bitget América Latina, aponta que diversos indicadores sugerem um potencial movimento de recuperação do mercado cripto em geral.
“O open interest permanece elevado”, afirma Herrera ao analisar os dados técnicos. Além disso, as taxas de financiamento voltaram a operar dentro de patamares positivos.”
Acumulação institucional como fator positivo
Segundo o especialista, outros sinais on – chain reforçam essa perspectiva positiva para investidores institucionais no setor digital. Ele destacou ainda posicionamentos construtivos observados nos mercados de opções e baixos níveis registrados nas reservas da bitcoin em exchanges operacionais.
Para Gil Herrera, esses fatores indicam que grandes detentores continuam acumulando ativos digitais na rede blockchain (on – chain). Por ele, as condições gerais de liquidez permanecerão sendo a variável mais importante para determinar os resultados dos diferentes segmentos do mercado ao longo deste segundo semestre.
Riscos macroeconômicos permanecem sob vigilância
No entanto, o otimismo é temperado por riscos externos significativos ligados à economia global. O especialista alerta sobre movimentos futuros importantes relacionados às decisões políticas nos Estados Unidos e aos fluxos financeiros internacionais.
“A retomada desses fluxo institucionais pode oferecer suporte relevante aos preços”, explica Herrera. Contudo, juros elevados mantidos pelo Federal Reserve (Fed) ou uma continuidade nas saídas maciças de capital via ETFs continuam sendo apontados como principais fatores a serem monitorados.”
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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