Bradesco Tenta Resolver Dívidas de Produtores Rurais no Sul Após Crise Climática

Bradesco tenta renegociar dívidas de produtores rurais no Sul! CEO Marcelo Noronha detalha estratégia para mitigar riscos após eventos climáticos. Saiba mais!

08/05/2026 11:10

3 min

Bradesco Tenta Resolver Dívidas de Produtores Rurais no Sul Após Crise Climática
(Imagem de reprodução da internet).

Bradesco Busca Renegociar Dívidas de Produtores Rurais no Sul

O Bradesco (BBDC4) está buscando uma nova rodada de negociações com agricultores do Sul do Brasil, afetados por eventos climáticos recentes. A iniciativa visa oferecer novos prazos de pagamento para produtores rurais cujas dívidas, previamente estendidas após períodos de seca, estão se aproximando do fim dos períodos de carência estabelecidos pelo banco.

Essa proposta foi detalhada nesta quinta-feira, 7, pelo CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, durante a divulgação dos resultados financeiros da instituição. O objetivo é auxiliar produtores que, apesar de terem conseguido melhorar sua situação financeira temporariamente, enfrentam dificuldades para honrar os compromissos após o término das carências.

Estágios de Renegociação e Riscos de Crédito

A estratégia do Bradesco segue a Resolução 4.966 do Banco Central (BC), implementada em janeiro de 2025, que moderniza a contabilidade bancária. O banco utiliza uma classificação de risco em três estágios para avaliar as operações rurais: estágio 2, com atrasos entre 31 e 90 dias, e estágio 3, que envolve dívidas com atraso superior a 90 dias ou sem perspectiva de recuperação sem garantias. O estágio 3 exige a provisão de 100% das perdas esperadas, refletindo o risco mais elevado.

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O termo “operações curadas” se refere aos clientes que atingiram o estágio mais crítico de risco, conseguiram uma melhora temporária, mas podem enfrentar dificuldades com o vencimento das carências. Essa abordagem permite ao banco gerenciar seus riscos de forma mais eficaz e oferecer suporte direcionado aos produtores em situação vulnerável.

Impacto das Condições Climáticas e da Taxa de Câmbio

Os resultados financeiros do Bradesco revelaram uma deterioração nas operações rurais mais antigas, especialmente de safras anteriores a 2024, tanto entre pessoas físicas quanto jurídicas. Essa situação pressionou o aumento das provisões para débitos duvidosos (PDD), que cresceram 26,5% em um ano. Além dos efeitos da seca e das enchentes no Sul, o banco apontou a alta do dólar como um fator que reduziu a rentabilidade de produtores exportadores.

A carteira do Bradesco, com cerca de 10% associada ao dólar, sofreu pressão devido à valorização do real. Sem o impacto cambial, o crescimento da carteira expandida teria sido de 0,6% no trimestre e 9,5% em 12 meses. O banco reconhece a combinação de fatores adversos que afetam o setor agrícola.

Estratégia Seletiva e Atenção ao Mercado

Apesar do cenário desafiador, o Bradesco reafirma o agronegócio como um segmento estratégico, com uma abordagem mais seletiva. O banco intensifica filtros de avaliação, considerando rating, tipo de cultura financiada e qualidade das garantias. A preferência atual está concentrada em operações com garantias reais, especialmente alienação fiduciária no.

O executivo também destacou sinais de desaceleração nos investimentos do setor, com fabricantes de máquinas agrícolas projetando queda nas vendas para 2025, indicando maior cautela dos produtores. Apesar disso, o Bradesco evita uma leitura pessimista, ressaltando a competitividade do agronegócio brasileiro e a boa liquidez de muitos produtores.

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