Brasil em crise: Fraudes alarmantes e a ameaça do “deepfake” exposta!

Fraudes na América Latina: O Papel da Engenharia Social e da Tokenização
A América Latina enfrenta um problema crescente de fraudes, com o Brasil se destacando nesse cenário, segundo Dener Souza, diretor de Risco da , à EXAME. A estatística revela que, para cada US$ 100 em vendas, cerca de US$ 0,07 são perdidos devido a fraudes.
Souza ressalta que a tendência atual é uma volta ao passado, apesar dos avanços tecnológicos, devido à prevalência da “engenharia social”, onde a manipulação psicológica do indivíduo se torna o principal vetor de ataque.
Golpes e a Vulnerabilidade do Consumidor
Os golpes mais comuns envolvem simulações de ligações, como um suposto gerente bancário solicitando informações ou a notificação falsa de uma compra realizada, exigindo confirmação de dados. Além disso, mensagens SMS fraudulentas alertam sobre compras não autorizadas, buscando obter informações pessoais.
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Souza explica que o foco dos fraudadores reside no consumidor, uma vez que as medidas de segurança implementadas pelos emissores de cartões e comércios representam um obstáculo significativo.
A Inteligência Artificial e o Deepfake
Embora a inteligência artificial (IA) ainda não tenha aumentado significativamente a incidência de fraudes, o uso de tecnologias como o “deepfake” – a criação de vídeos falsos utilizando a captura de traços faciais – representa uma ameaça crescente.
Os fraudadores podem utilizar chamadas de vídeo para obter acesso à biometria bancária ou capturar a voz da vítima para fins fraudulentos. A tecnologia, nesse contexto, serve como ferramenta, mas a manipulação humana continua sendo o elemento central.
Tokenização: Uma Estratégia Eficaz
Uma das principais estratégias para combater as fraudes é a tokenização, que substitui os dados sensíveis do cartão por um código digital único, válido apenas em um determinado ambiente, como um aplicativo ou site. Essa medida, combinada com a análise do dispositivo utilizado pelo cliente – seja ele um smartphone ou tablet – e a biometria, como reconhecimento facial ou digital, cria uma camada de segurança adicional.
A tokenização já demonstrou reduzir em 60% as fraudes, exigindo que o fraudador replique não apenas os dados do cartão, mas também o contexto da transação.
O Papel dos Bancos e a Evolução da Segurança
Embora a tokenização seja eficaz, os bancos continuam monitorando o comportamento do consumidor, identificando padrões suspeitos e intervindo em transações consideradas de risco. A combinação da tokenização com a análise do banco garante uma segurança mais robusta, sem a necessidade de etapas adicionais de autenticação em transações subsequentes.
Souza ressalta que a adesão à tokenização foi facilitada pela crescente popularidade dos comércios digitais, e que a contestação de compras, ainda um desafio para o Pix, também é vista como um aliado no combate às fraudes.
Agentes de Inteligência Artificial: O Futuro das Transações
A Visa está explorando o uso de agentes de inteligência artificial para realizar transações em nome dos usuários, com foco na autenticação do portador e na gestão das preferências do cliente. O objetivo é garantir que o agente opere dentro das normas do consumidor, respeitando limites e regras de pagamento.
Segundo Souza, a principal preocupação inicial com essa tecnologia foi evitar que o agente realizasse compras de forma aleatória ou fora do controle do usuário. A Visa já realizou duas transações no Brasil utilizando esse modelo, com o próximo passo sendo a expansão para a produção.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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