Brasil registra queda histórica em homicídios, mas alerta sobre insegurança persistente

Brasil registra queda histórica de homicídios em 2024! 🚨 Dados chocantes revelam redução de 7,4% nos assassinatos. Mas a segurança ainda é um desafio. Saiba

05/06/2026 21:10

3 min

Brasil registra queda histórica em homicídios, mas alerta sobre insegurança persistente
(Imagem de reprodução da internet).

Homicídios no Brasil Apresentam Queda Histórica, Mas Desafios Persistem

Em 2024, o Brasil registrou a menor taxa de homicídios desde o início da série histórica do Atlas da Violência, um projeto anual realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados, divulgados nesta terça-feira, 26, mostram uma redução de 7,4% em relação a 2023, com um total de 42.590 assassinatos, uma diminuição de 6,9% em comparação com o ano anterior.

Esse número absoluto representa uma queda de 29,6% em relação ao período de 2014 a 2024, um intervalo de dez anos.

Apesar do cenário positivo, a análise revela nuances importantes. A taxa nacional de homicídios, que atingiu 20,1 assassinatos por cada 100 mil habitantes, é a mais baixa desde 1998. No entanto, o coordenador do Atlas da Violência, Daniel Cerqueira, ressalta que essa redução coexiste com um aumento da insegurança e da manutenção de desigualdades sociais, especialmente entre populações minoritárias.

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Cerqueira enfatiza que o Brasil está passando por uma transição complexa, com a diminuição de crimes violentos, mas com o agravamento da percepção de insegurança e das disparidades sociais.

Desigualdades Regionais e Subnotificação de Crimes

O Atlas da Violência 2026 destaca a heterogeneidade da redução da violência no país. Enquanto estados como Amapá, Tocantins, Sergipe, Roraima e Acre apresentaram quedas expressivas na taxa e no número de homicídios, outros, como Maranhão e Ceará, registraram aumentos.

Essa disparidade reflete diferenças históricas de desenvolvimento, capacidade institucional e a dinâmica do crime organizado em cada região.

Um ponto de atenção levantado pelo estudo é a subnotificação de crimes. Em 2024, 17.207 mortes violentas não tiveram a causa identificada, um aumento de 23,8% em relação a 2023. Esses casos, classificados como “Mortes Violentas por Causa Indeterminada” (MVCI), representam 14,3% dos homicídios estimados para o ano, um aumento significativo em relação aos 7,6% de 2023.

Cerqueira acredita que grande parte desses casos são, na verdade, homicídios não registrados, devido à falta de compartilhamento de informações entre a saúde e a polícia.

Homicídios Ocultos e a Necessidade de Ação

A quantidade de mortes violentas com causa indeterminada tem aumentado, elevando os chamados “homicídios ocultos”. Os pesquisadores estimam que cerca de 7.083 dessas mortes são, na verdade, homicídios não classificados, totalizando 14,3% dos homicídios estimados em 2024.

Esse número representa um aumento de 88,6% em relação a 2023, com um total de 3.755 casos. A soma dos homicídios estimados e dos homicídios ocultos revela que, em 2024, foram registrados aproximadamente 638.805 homicídios no Brasil, um número que reflete a complexidade do problema e a necessidade de uma análise mais aprofundada.

A metodologia desenvolvida pelo Ipea, que identifica probabilisticamente os homicídios ocultos, tem se mostrado crucial para uma compreensão mais precisa da realidade da violência no país.

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