BTG Pactual Ajusta Carteira 10SIM: Totvs Entra, Itaú Sai em Maio de 2026

Ajustes na Carteira 10SIM do BTG Pactual em Maio de 2026
Após um abril relativamente tranquilo para a bolsa brasileira, o BTG Pactual, grupo controlador da EXAME, realizou uma revisão pontual em sua carteira de investimentos recomendada, a 10SIM, para o mês de maio de 2026. O relatório divulgado nesta segunda-feira, 4, demonstra uma mudança estratégica, com redução da exposição a bancos tradicionais e a incorporação da Totvs (TOTS3) como nova adição ao portfólio.
A decisão de reduzir a exposição aos bancos tradicionais se deve, em parte, ao desempenho abaixo do esperado, com uma queda de 0,08% apesar de um avanço de cerca de 4% em dólares. Essa situação se diferencia do desempenho de outros mercados globais.
O BTG justifica a fraqueza recente com um início de ano forte, mas mantém uma visão positiva para o Brasil, considerando fatores como a posição do país como exportador líquido de petróleo, o potencial de queda de juros e a diversificação global, excluindo os Estados Unidos.
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Mudanças na Alocação e Novas Escolhas
A principal alteração na carteira foi a saída do Itaú Unibanco (ITUB4), uma decisão tática para diminuir a exposição aos bancos. A nova estratégia agora inclui apenas o Nubank (ROXO34) e não contempla os grandes bancos tradicionais. Em contrapartida, a Totvs (TOTS3) foi incorporada, representando 20% da carteira alocada entre tecnologia e financeiro.
Essa escolha reflete uma reprecificação do papel, considerando que a empresa sofreu uma correção devido aos temores relacionados à inteligência artificial (IA).
O relatório destaca que empresas desenvolvedoras de ERP, que integram setores e automatizam processos, tendem a ser mais resilientes. Acreditam que essa característica oferece uma proteção adicional, dada a forte relação que essas empresas mantêm com seus clientes.
A carteira continua focada em uma estratégia equilibrada e sensível a juros, com alocações em setores como petróleo e gás, energia, indústria, câmbio e o setor imobiliário.
Revisão de Projeções e Perspectivas
O BTG revisou suas projeções para a política monetária, antecipando cortes de 200 pontos-base em 2026, em comparação com os 300 pontos-base previstos anteriormente. Essa mudança reflete uma desaceleração e menor intensidade do ciclo de redução das taxas de juros.
Apesar disso, a instituição mantém uma visão otimista para o Brasil, considerando-o um dos poucos mercados com trajetória clara no curto prazo, o que sustenta a tese para ações.
Apesar do ambiente de incerteza, o BTG reforça que o Brasil continua descontado no mercado, com ações negociadas a um múltiplo de preço sobre lucro (P/L) de cerca de 8,8 vezes, ou 10,4 vezes excluindo Petrobras e Vale. O banco ressalta que, com base nesse P/L, as ações brasileiras estão relativamente baratas.
No entanto, pondera que o cenário não é tão atrativo para o investidor doméstico, devido aos juros elevados.
Para investidores estrangeiros, a leitura é oposta, considerando o Brasil como um mercado atraente. A carteira 10SIM do BTG Pactual em maio de 2026 apresenta a seguinte alocação:
- Petrobras PETR4: 15%
- Localiza RENT3: 15%
- Nubank ROXO34: 10%
- Axia Energia AXIA3: 10%
- Embraer EMBJ3: 10%
- Eneva ENEV3: 10%
- Motiva MOTV3: 10%
- Totvs TOTS3: 10%
- Allos ALOS3: 5%
- Cury CURY3: 5%
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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