China reduz compras de commodities em 2026: o que muda para Brasil e Uruguai?

China Projeta Redução nas Importações de Commodities Agrícolas em 2026
Projeções recentes do Ministério da Agricultura chinês indicam que a China deve diminuir suas compras de diversas commodities agrícolas em 2026. As estimativas apontam uma queda de 6,1% nas importações de soja. Além disso, espera-se um recuo nas compras de carne suína, carne bovina e laticínios, com quedas projetadas de 8,2%, 3,9% e 4,1%, respectivamente, em comparação com o ano anterior.
Medidas de Proteção ao Setor Pecuário Nacional
Em um movimento que atendeu a um pleito do setor pecuário chinês, foi estabelecida uma medida de adicional de 55% sobre as importações de carne bovina vindas de países como Brasil, Austrália e Estados Unidos, caso os volumes ultrapassem cotas definidas.
O Ministério do Comércio da China (MOFCOM) determinou que a cota total para 2026 será de 2,7 milhões de toneladas.
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Distribuição das Cotas de Importação de Carne Bovina
Nessa distribuição, o Brasil se destaca como o principal fornecedor para o país asiático, recebendo uma fatia de 41,1%, o que corresponde a 1,1 milhão de toneladas. Em seguida, vêm outros países com cotas específicas. O Uruguai está previsto com 12,1% das cotas, enquanto a Austrália e os Estados Unidos receberam, respectivamente, 205 mil e 164 mil toneladas.
Panorama das Importações de Carne Bovina em 2025
No ano passado, a China consolidou seu papel como o principal mercado consumidor de carne bovina brasileira. Houve um total de 1,7 milhão de toneladas importadas, movimentando US$ 8,90 bilhões. Esses valores representaram aumentos significativos de 25,5% no volume e 48,3% no valor em relação aos dados de 2024.
Perspectivas de Grãos e Soja no Médio Prazo
De acordo com o relatório Perspectivas Agrícolas da China 2026-2035, os preços agrícolas devem manter uma relativa estabilidade no curto prazo. A maioria das commodities deve apresentar estabilidade inicial, antes de um possível aumento ao longo do ano.
Contudo, no médio prazo, a produção de grãos chinesa deve continuar em trajetória de expansão.
Projeções de Produção e Dependência Externa
Estima-se que a produção de grãos atinja 733 milhões de toneladas em 2030, avançando para 753 milhões de toneladas em 2035. Esses números representam crescimentos de 2,5% e 5,3%, respectivamente, em comparação com o recorde de 715 milhões de toneladas registrado em 2025.
Com esse cenário, a dependência externa deve diminuir consideravelmente.
Impacto da Redução nas Compras de Soja
As importações totais de grãos devem cair para 115 milhões de toneladas em 2035, um contraste com os 140,56 milhões de toneladas projetados para 2025. A redução na soja é ainda mais acentuada, com compras projetadas para cair 26,2% em relação ao recorde de 111,8 milhões de toneladas visto em 2025.
Essa diminuição deve impactar diretamente o Brasil, visto que o país asiático é o principal destino da soja brasileira.
Conclusão sobre o Mercado Agrícola
As projeções indicam uma tendência de maior autossuficiência alimentar da China no longo prazo. A queda esperada nas importações de grãos e soja sinaliza um ajuste no fluxo comercial, o qual deve ser acompanhado de perto pelo agronegócio brasileiro, principal fornecedor de proteína e grãos para o mercado chinês.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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