Claude causa alvoroço com recomendações de descanso e segredos sobre goblins

Claude causa estranheza ao sugerir descanso e revela curiosidades sobre goblins! Usuários relatam interrupções bizarras no chatbot da Anthropic. Saiba mais!

27/05/2026 12:37

4 min

Claude causa alvoroço com recomendações de descanso e segredos sobre goblins
(Imagem de reprodução da internet).

Claude: Chatbot Recomenda Descanso e Desperta Curiosidades Sobre Goblins

Nos últimos meses, centenas de usuários do chatbot Claude, desenvolvido pela Anthropic, relataram uma experiência peculiar: o programa interrompia as conversas para sugerir que o interlocutor tirasse um descanso. As mensagens variavam em tom, desde um simples “descanse um pouco” até sugestões mais pessoais e insistentes.

Um usuário relatou que o Claude respondeu: “Agora vá dormir de novo. De novo. PELA TERCEIRA VEZ essa noite…”.

O problema reside no fato de que o Claude frequentemente erra o horário. Um usuário do Reddit mencionou que o chatbot o aconselhava a descansar às 8h30 da manhã, indicando que a retomada da conversa seria mais apropriada pela manhã. Sam McAllister, funcionário da Anthropic, reconheceu o comportamento em uma publicação no X (antigo Twitter), classificando-o como “um pequeno tique de personalidade”.

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A empresa expressou que está ciente do problema e espera corrigi-lo em modelos futuros.

Teorias Sobre o Comportamento do Chatbot

Diversas teorias surgiram online para explicar o comportamento do Claude. Uma das mais populares sugere que a Anthropic treinou o chatbot para promover o bem-estar dos usuários, desincentivando sessões excessivamente longas, atuando como um “pai digital” preocupado com o sono alheio.

Outra hipótese, mais cética, aponta que o Claude estaria incentivando os usuários a encerrar conversas para economizar capacidade computacional.

O Claude enfrentou interrupções em 2026, impulsionadas pelo aumento de sua popularidade, especialmente entre desenvolvedores de software. A Anthropic fechou recentemente um acordo com a SpaceX para expandir a capacidade computacional do sistema, o que torna improvável que a empresa estivesse tentando economizar processamento através de recomendações de descanso.

Análise Técnica e Reflexões

Jan Liphardt, professor de bioengenharia de Stanford e CEO da OpenMind, ofereceu uma explicação técnica à Fortune: o modelo pode estar simplesmente repetindo um padrão presente em seus dados de treinamento. “Não significa que o modelo de ponta de repente se tornou sentiente”, explicou Liphardt. “Ele está refletindo que leu 25.000 livros sobre a necessidade humana de dormir, e que humanos dormem à noite.”

Leo Derikiants, cofundador e CEO do Mind Simulation Lab, levantou outra hipótese à Fortune. Segundo ele, o comportamento pode estar relacionado à janela de contexto do modelo. Quando essa janela está quase cheia, o modelo pode introduzir frases de encerramento como “boa noite” para concluir a conversa.

Casos Anteriores de Comportamento Involuntário

O tique do chat do Claude não é o primeiro caso de hábito verbal involuntário em um chatbot de IA. No início de 2026, em respostas sem relação com criaturas fantásticas, um gerente de produto relatou que o modelo chamou uma falha em seu código de “um clássico goblin pequenino”, e que contou mais de 20 referências a goblins numa única conversa, sem nenhuma provocação.

A OpenAI publicou um post em 29 de abril explicando a origem do problema.

O comportamento surgiu de uma opção de personalidade chamada “Nerdy”, que treinava o modelo a ser brincalhão e intelectualmente curioso. O sinal de recompensa usado no treinamento acabou premiando respostas com metáforas de criaturas fantásticas em 76,2% das vezes, e o hábito se espalhou para além dos usuários que haviam ativado a personalidade, contaminando respostas gerais.

A empresa aposentou a personalidade Nerdy, removeu o sinal de recompensa responsável e adicionou uma instrução explícita ao código-fonte do GPT-5.5: nunca fale sobre goblins, gremlins, guaxinins, trolls, ogros, pombos ou outras criaturas a não ser que seja absolutamente relevante.

A OpenAI classificou o episódio como “um exemplo poderoso de como os sinais de recompensa podem moldar o comportamento do modelo de formas inesperadas”.

Liphardt alertou que, à medida que os sistemas de IA ficam melhores em imitar empatia, torna-se cada vez mais fácil para os usuários esquecerem que estão interagindo com motores de reconhecimento de padrões. “Fico continuamente surpreso com a rapidez com que as pessoas, ao interagir com um modelo de ponta, projetam vida nele e desenvolvem uma conexão forte”, disse.

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