CNI alerta sobre risco tarifário em exportação com EUA

O Brasil pode enfrentar um aumento significativo na carga tributária em suas exportações para os Estados Unidos, após a avaliação das novas tarifas que o país poderá sofrer sob regras da Seção 301 americana.
Um estudo recente feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta riscos de impacto sobre cerca de 4.187 produtos brasileiros, representando anualmente US 14,9 bilhões do valor total enviado ao mercado norte – americano. As negociações estão ocorrendo desde esta segunda – feira, dia 6, e definem se itens atualmente sujeitos à tarifa de 10% serão taxados drasticamente em até 37,5%.
O risco tarifário para a indústria brasileira
Os Estados Unidos debatem impor duas novas tarifas— uma de 25% e outra de 12,5% —, acusando o Brasil de adotar práticas desleais que prejudicariam os interesses americanos.
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A CNI alerta ainda mais sobre essa situação. Segundo Ricardo Alban, presidente da entidade, “Estamos falando de cadeias produtivas altamente integradas, nas quais muitos produtos brasileiros são essenciais para a indústria norte – americana”. Ele complementa dizendo: “O aumento das tarifas compromete uma relação comercial construída ao longo de décadas”.
De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Comércio, Indústria e Serviços (MDIC), em 2026 até agora foram exportados US 17,4 bilhões; o total enviado no ano anterior foi superior, somando US 37,6 bi aos EUA.
A base legal da Seção 301 dos Estados Unidos
As discussões sobre as novas taxas começaram após comunicado emitido pelo Escritório do Representante Comercial (USTR”) na data de 1º de junho. O USTR determinou que certas práticas brasileiras são consideradas irrazoáveis e onerosas para os negócios americanos sob a Lei de Comércio de 1974 (Seção 301 (b.
“O comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais desleais; combate à corrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol, além o desmatamento ilegal”, foram citados como pontos centrais das preocupações americanas.
Cronograma decisório até julho
Atualmente não há novas taxas aplicadas. Contudo, as propostas corretivas estão em consulta pública enquanto os EUA buscam um diálogo intenso com Brasília para resolver essas questões comerciais complexas. Uma audiência sobre o tema foi iniciada nesta segunda – feira e está aberta a depoimentos dos interessados no país.
O prazo final estabelecido é 15 de julho: se Washington mantiver seu entendimento de que medidas corretivas do Brasil são insuficientes ou inexistentes, poderá implantar tarifas adicionais contra o setor brasileiro na área comercial. Além disso, existe outro processo investigativo pela Seção 301 envolvendo trabalhos forçados; caso confirmado culpado neste segundo ponto, seria alvo da tarifa adicional prevista em análise.
Itens brasileiros sob risco tarifário
Os produtos mais expostos a essa mudança incluem itens como ferro – gusa não ligado e açúcar de cana. Outros materiais citados no grupo arriscado englobam álcool etílico, tabaco curado, molduras de madeira de pinho e granito monumental.
A CNI aponta que grande parte desses bens é classificada como intermediária — insumos essenciais para o funcionamento das indústrias americanas —, sendo um fator crítico na manutenção da relação comercial entre os dois países em 2026.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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