CNI busca impulsionar comércio com EUA e reduzir tarifas de importação

CNI Apresenta Agenda Estratégica para Fortalecer Relações com os EUA
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou nesta segunda-feira, 11, uma série de medidas com o objetivo de fortalecer o comércio e a colaboração entre o Brasil e os Estados Unidos. A iniciativa, denominada Agenda Estratégica da Indústria Brasileira para os Estados Unidos, será discutida no evento Brasil U.S.
Industry Day, realizado em Nova York, e busca impulsionar o crescimento da indústria nacional em áreas cruciais como defesa, minerais estratégicos e inteligência artificial.
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A proposta da CNI visa aprofundar a parceria bilateral em diversos setores, incluindo a formação de profissionais qualificados e o desenvolvimento de tecnologias inovadoras. A agenda contempla negociações para evitar a dupla tributação e a redução de barreiras comerciais nos Estados Unidos, reconhecendo a importância do mercado americano como principal destino das exportações industriais brasileiras.
Dados da CNI revelam que, na última década, foram vendidos cerca de US$ 253 bilhões em produtos da indústria brasileira para os EUA, um volume que representa um dos setores mais afetados pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump.
Apesar dos recuos de Trump e decisões judiciais que revertem algumas tarifas, cerca de 45% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas a impostos, enquanto 15% estão sob a Seção 232, relacionada à segurança nacional. O restante enfrenta sobretaxas de 10% com base na Seção 122.
A Amcham (Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos) destaca que mais de 80% das exportações brasileiras são produtos industriais, o que torna o mercado americano fundamental para a indústria nacional, considerando sua posição como o maior do mundo.
A CNI elaborou uma lista de nove temas prioritários para a agenda estratégica, abrangendo desde o acesso a mercados e a transformação digital até investimentos, minerais críticos, segurança energética e a colaboração em inteligência artificial e defesa.
As recomendações incluem a negociação de acordos setoriais, o estabelecimento de programas de inovação industrial, a harmonização de normas regulatórias e a promoção de investimentos mútuos. A CNI propõe a reativação de mecanismos de diálogo institucional entre os governos e o setor privado, buscando uma agenda contínua e coordenada de engajamento.
Entre as medidas propostas, destacam-se a busca por um Acordo para Evitar a Dupla Tributação, o fortalecimento da governança de investimentos, a cooperação em hidrogênio de baixa emissão e biocombustíveis, e o desenvolvimento de soluções conjuntas em áreas como defesa, inteligência artificial e minerais estratégicos.
A CNI acredita que a Agenda Estratégica pode impulsionar o crescimento da indústria brasileira e consolidar o Brasil como um parceiro estratégico dos Estados Unidos.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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