Cocal e LOTS Group revolucionam logística agrícola com biometano e vinhaça

O Brasil está prestes a dar um passo significativo na busca por práticas agrícolas mais sustentáveis. Uma operação inédita será realizada, envolvendo o transporte de vinhaça – um fertilizante orgânico derivado da produção de etanol – utilizando exclusivamente caminhões movidos a biometano.
A iniciativa, que combina esforços entre a Cocal e a LOTS Group, promete revolucionar a logística do setor agrícola e reduzir drasticamente a emissão de gases poluentes.
Segundo informações do setor, o projeto visa substituir mais de 19 milhões de litros de diesel, evitando a emissão de aproximadamente 41 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) ao longo de cinco anos. A operação utilizará uma frota de 44 caminhões 100% movidos a biometano para transportar a vinhaça, um resíduo valioso da produção de etanol.
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Essa é a primeira vez que a logística de um insumo agrícola desse tipo é realizada integralmente com combustível renovável em escala industrial no Brasil.
A iniciativa se baseia na safra atual da Cocal, uma das maiores produtoras de açúcar, etanol e bioenergia do país. A expectativa é que a parceria reduza em 91% as emissões poluentes em comparação com uma operação tradicional. Para contextualizar, o comunicado aponta que seria necessário plantar mais de 250 mil árvores para capturar o mesmo volume de carbono em 20 anos.
Pedro Silvestrini, vice-presidente de Estratégia e Novos Negócios da LOTS Group para a América Latina, ressalta que a iniciativa demonstra a viabilidade de aumentar a produtividade e a eficiência com menor impacto ambiental.
Além do transporte de vinhaça, a parceria também prevê a expansão do uso de biometano em outras áreas da operação agrícola da Cocal, incluindo o transporte de cana-de-açúcar entre os campos e as usinas. Com todas as operações em conjunto, estima-se uma redução de até 50% nas emissões totais em 2026, em comparação com o ano anterior.
Essa iniciativa se alinha com o impulso que o Brasil busca dar à indústria do biometano, impulsionado pela Lei do Combustível do Futuro, promulgada em 2024 e que entrou em vigor em janeiro deste ano.
Essa legislação visa aumentar a participação de biocombustíveis na matriz energética do país e acelerar a transição para fontes menos poluentes. O biometano, produzido a partir de resíduos orgânicos e dejetos animais, é considerado uma aposta estratégica para descarbonizar setores de difícil eletrificação, como o transporte pesado e a logística agrícola.
A legislação também inclui programas para fomentar o diesel verde, o bioquerosene de aviação e projetos de captura de carbono, além de ampliar as margens de mistura obrigatória de etanol e biodiesel nos combustíveis vendidos no país.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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