Varginha: Nova Coletiva Busca Desvendar Mistério de 30 Anos! 👽
Em Washington, dia 20 de janeiro, cientistas e testemunhas confrontam o caso do ET de Varginha.
Mediador James Fox e relatos de neurocirurgião, Liliane Silva, Kátia Xavier e Valquíria Silva.
Uma estratégia ousada para reverter o mito e abrir espaço para a dúvida!
Há três décadas, o desaparecimento de um suposto extraterrestre em Varginha, Minas Gerais, se tornou um dos pilares da tese de que seres de outros planetas visitam a Terra. O desafio para os ufólogos é sempre o mesmo: convencer o público de algo que, para a maioria, reside mais no campo do imaginário do que da evidência.
A pergunta persiste: onde estão as provas?
Para reverter essa situação, os organizadores do movimento planejam uma coletiva de imprensa em Washington, no dia 20 de janeiro. O evento, mediado pelo documentarista James Fox, figura conhecida no meio ufológico, e realizado no National Press Club, um espaço tradicionalmente associado a pronunciamentos oficiais, busca revestir o tema com traços de respeitabilidade, reduzindo resistências iniciais.
A escolha do local e do mediador funcionam como selos simbólicos de credibilidade.
O evento não se limita a discutir o ET de Varginha, mas visa apresentar múltiplas peças simultaneamente, como uma estratégia de comunicação persuasiva. Além de relatos antigos, a coletiva reunirá o depoimento de um neurocirurgião brasileiro e de três jovens que afirmam ter visto a criatura: Liliane Silva, Kátia Xavier e Valquíria Silva.
A multiplicidade de testemunhos busca compensar a ausência de comprovação objetiva.
O roteiro do evento inclui a evocação de fatos que emprestam gravidade ao caso: a mobilização do Corpo de Bombeiros, a atuação da polícia, o isolamento da área, e até mesmo a morte do policial Marco Eli Chereze, que participou das investigações e faleceu dias depois, supostamente em decorrência de uma infecção causada pelo contato com o ser.
Mesmo sem provas conclusivas, a simples menção cria um campo emocional difícil de ignorar.
A estratégia também se baseia em estudos sobre crença e racionalização. O historiador americano da ciência Michael Shermer, em “Cérebro e Crença”, observa que “pessoas inteligentes acreditam em coisas estranhas porque têm mais talento para racionalizar suas crenças por motivos nada inteligentes”.
A inteligência, nesse caso, não é um antídoto contra o erro, mas um instrumento de defesa da própria convicção. A comunicação eficaz explora exatamente esse ponto: oferece elementos suficientes para que cada pessoa construa, sozinha, a justificativa de que precisa para continuar acreditando.
O objetivo final da coletiva não é encerrar o debate, mas mantê-lo vivo, ampliar a adesão e deslocar, pouco a pouco, o tema do campo do improvável para o da dúvida razoável. Não se trata de extraterrestres, mas de como a linguagem, quando bem usada, consegue abrir espaço até para aquilo que parecia impossível de ser levado a sério.
A questão não é se existe vida fora da Terra, mas em que momento passamos a levar a sério qualquer narrativa quando ela vem embalada com os símbolos certos.
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