Comissão Europeia Reduz Consumo de Soja em 4% em 2026

Comissão Europeia reduz consumo de soja em 4% em 2026, impulsionada por safra recorde brasileira e aumento no comércio de farelo

24/06/2026 10:05

3 min

Embarque de soja 28 de março de 2026
Embarque de soja 28 de março de 2026

As importações de commodities agrícolas pela União Europeia na safra 2025/26, que está em fase de encerramento, registraram variações significativas até 21 de junho. Segundo dados divulgados pela Comissão Europeia nesta terça-feira, o consumo total de soja atingiu 13,70 milhões de toneladas métricas, representando uma redução de 4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em contrapartida, o comércio de produtos brasileiros demonstrou forte crescimento, especialmente no setor de grãos e farelo. As importações de soja provenientes do Brasil, um dos maiores produtores e exportadores globais, somaram quase 7 milhões de toneladas métricas, um aumento notável superior a 800 mil toneladas em relação ao ciclo anterior.

Destaque do Brasil no Comércio Global de Soja e Farelo

O desempenho do Brasil no mercado europeu foi um ponto central na análise dos dados. Além do volume recorde de soja importada, o país também registrou um aumento expressivo no fornecimento de farelo de soja. As importações europeias deste subproduto atingiram 18,47 milhões de toneladas, o que representa uma queda global de 3%.

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Contudo, o produto brasileiro conseguiu expandir sua participação, crescendo 150 mil toneladas no comparativo anual, totalizando 9,75 milhões de toneladas.

Este desempenho positivo é atribuído ao fato de o Brasil ter vivenciado uma safra recorde de soja em 2026, um fator que reforça a competitividade do produto nacional no cenário internacional. O mercado europeu, embora tenha apresentado uma queda geral nas aquisições de grãos, manteve o interesse pelo farelo, utilizando o Brasil como principal fornecedor em crescimento.

Variações em Outras Commodities e Principais Fornecedores

O panorama de outras commodities também apresentou mudanças notáveis. As aquisições de canola pela UE diminuíram em 30%, chegando a 5,17 milhões de toneladas métricas. Já as importações de óleo de palma registraram uma retração de 6%, totalizando 2,78 milhões de toneladas.

O farelo de soja, apesar da queda global, manteve a Argentina como um fornecedor relevante, com um volume de 5,932.321 toneladas. O Brasil, por sua vez, consolidou sua posição, registrando um aumento de 150 mil toneladas no fluxo de farelo.

A análise detalhada dos fluxos comerciais mostra que o Brasil manteve uma trajetória de crescimento em diversos itens. No caso da soja, o volume semanal de importação brasileira subiu em 483.695 toneladas, superando o valor registrado na semana anterior.

Outros players importantes, como os Estados Unidos e o Canadá, também mantiveram suas posições de fornecimento, embora com variações semanais menores.

A dinâmica do mercado de canola, por exemplo, evidenciou a Austrália e o Canadá como fornecedores chave, com volumes que indicam a importância da diversificação geográfica para atender à demanda europeia. O mercado de soja e seus derivados demonstra resiliência, apesar das flutuações, sendo um indicador de forte demanda por proteína e ração animal na Europa.

Em resumo, enquanto o mercado geral de grãos apresenta um cenário de ajustes, a capacidade produtiva e a logística brasileira continuam a posicioná-lo como um fornecedor estratégico, garantindo o suprimento de insumos vitais para a economia europeia.

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