Computadores Quânticos Ameaçam Criptomoedas com Regulamento Novo

O desenvolvimento de computadores quânticos no Brasil transforma uma ameaça que parecia distante para ativos como Bitcoin e outras criptomoedas em um desafio concreto, exigindo planejamento imediato por parte dos bancos, exchanges e empresas responsáveis pela custódia desses valores virtuais.
Segundo análise da Taurus, o problema não reside na capacidade das novas máquinas brasileiras quebrarem a segurança do blockchain hoje; mas sim nas tecnologias utilizadas atualmente para guardar chaves privadas. Essa escolha tecnológica pode determinar se será possível migrar futuramente — ou até mesmo qual é a velocidade dessa transição — rumo à tão necessária segurança pós – quântica.
O risco quântico às assinaturas digitais
A preocupação central gira em torno de um futuro computador suficientemente poderoso que consiga executar algoritmos como o de Shor. Esse tipo de máquina poderia romper completamente as bases matemáticas da criptografia de chave pública, afetando não apenas certificados e conexões TLSSSH, mas também sistemas críticos globais.
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No contexto das moedas virtuais, esse perigo atinge diretamente os mecanismos usados para autorizar a movimentação dos ativos financeiros. O Bitcoin utiliza ECDSA junto com Schnorr, enquanto no Ethereum há uso do mecanismo ECDSA nas transações e assinatura BLS dentro do consenso.
Com uma capacidade quântica relevante, teoricamente seria possível um invasor derivar chaves privadas somente através da análise dessas chaves públicas, permitindo – lhe assinar qualquer tipo de transação em nome legítimo do proprietário original.
Desenvolvimento tecnológico versus regulamentação
A chegada dessa computação avançada ao Brasil ocorre paralelamente à consolidação das regras para o mercado. Desde 2º de fevereiro deste ano, novas diretrizes estabelecidas pelo Banco Central (BCB) estão vigentes e criaram categorias como as sociedades custodiantes de ativos virtuais no país.
Essas instituições passam a operar dentro um ambiente mais rigoroso: exigências que abrangem governança corporativa robusta, segurança operacional elevada, gestão detalhada de riscos envolvidos na atividade e segregação patrimonial dos clientes em questão.
Anúncios sobre centros quânticos
Em paralelo aos avanços regulatórios do BCB, há anúncios importantes vindo da esfera científica. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) confirmou que o Centro Internacional de Computação e Tecnologias Quânticas da Paraíba (CIQuanta) será responsável por abrigar dois computadores com capacidades específicas — um para 20 qubits e outro para 100 qubits.
O governo estima investir cerca de R 150 milhões na estrutura física necessária ao desenvolvimento dessas tecnologias no estado. Embora os detalhes sobre a data exata de início das operações ainda não tenham sido definidos pelo MCTI até junho passado, é claro como esse avanço impõe uma curva acelerada de planejamento setorial em todo Brasil.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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