Conflito no Oriente Médio ameaça voos: o que esperar do combustível de aviação?

Conflito EUA, Israel e Irã ameaça o mercado global de combustível de aviação. Veja como a crise afeta voos e custos operacionais!

18/04/2026 13:04

3 min

Conflito no Oriente Médio ameaça voos: o que esperar do combustível de aviação?
(Imagem de reprodução da internet).

Tensão Geopolítica Afeta Mercado Global de Combustível de Aviação

A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã está exercendo forte pressão sobre o mercado mundial de combustível de aviação. Esse cenário já forçou companhias aéreas a revisarem suas capacidades e, em alguns casos, a cancelarem voos, com destaque para a Europa.

Segundo informações da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol alertou que a região poderia contar com combustível suficiente por um período de “talvez mais seis semanas” caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado. O conflito interrompeu cadeias de suprimentos cruciais no Oriente Médio, elevando drasticamente os preços do petróleo.

Impacto dos Preços no Querosene de Aviação

O petróleo Brent chegou a ultrapassar os US$ 100 por barril antes de apresentar uma queda após o início das negociações de cessar-fogo. No entanto, o querosene de aviação (QAV) sofreu uma alta ainda mais acentuada, chegando perto dos US$ 200 por barril, o que pressiona severamente os custos operacionais das empresas aéreas.

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Restrições de Estoque e Risco de Escassez

Analistas apontam que este tipo de combustível requer armazenamento especializado, o que naturalmente limita os estoques disponíveis. Essa limitação aumenta o risco de escassez em regiões que dependem fortemente de importações externas.

Ajustes Operacionais das Companhias Aéreas

Os efeitos dessa crise já são visíveis na malha aérea. A KLM, por exemplo, anunciou o cancelamento de 160 voos para o mês seguinte, medida preventiva relacionada ao alto custo do QAV, embora a empresa tenha assegurado não haver falta física de combustível.

Neste mesmo dia, a Lufthansa comunicou a aposentadoria antecipada de várias aeronaves, citando tanto o aumento das despesas com combustível quanto questões trabalhistas. A Scandinavian Airlines (SAS) também sinalizou cortes, reduzindo cerca de 1.000 voos em abril, focando em rotas nórdicas devido ao encarecimento operacional.

Outros Ajustes no Setor Aéreo Europeu e Global

A Ryanair mencionou que está avaliando a redução de rotas caso o conflito se prolongue, alertando para possíveis problemas de abastecimento na Europa em maio e junho. A Edelweiss Air cancelou voos para os Estados Unidos e diminuiu frequências em outras rotas.

A easyJet estimou um impacto adicional de cerca de 25 milhões de libras em despesas com querosene apenas em março, apesar de ter feito operações de hedge. Na Ásia, a AirAsia reduziu cerca de 10% dos voos e aumentou tarifas, com o CEO Bo Lingam relatando que o QAV subiu de US$ 90 para US$ 200 por barril.

O Cenário em Outras Regiões e a Dependência do Estreito de Ormuz

Na Ásia, a Vietnam Airlines suspendeu rotas domésticas desde o início de abril e avalia cortar entre 10% e 20% de seus voos mensais se os preços do combustível permanecerem altos. Na Oceania, a Air New Zealand planeja cortar cerca de 5% da malha aérea em maio.

Nos Estados Unidos, a United Airlines apontou a redução de voos menos rentáveis devido ao alto preço do petróleo, estimando que o impacto anual do QAV possa chegar a US$ 11 bilhões. A Delta Air Lines, por sua vez, afirmou estar parcialmente protegida por sua estratégia de hedge e refinaria própria.

A Necessidade de Estabilidade no Estreito de Ormuz

A AIE ressalta que as exportações do Golfo são a principal fonte global de combustível de aviação, respondendo historicamente por cerca de 75% das importações europeias. Embora haja aceleração de fornecedores alternativos, esses fluxos não compensam totalmente a oferta perdida.

Em cenários de escassez, pode haver problemas de abastecimento em aeroportos menores durante o verão do hemisfério norte. O custo do combustível de aviação, que representa entre 20% e 40% das despesas operacionais, atingiu um recorde histórico na Europa.

A Comissão Europeia nega escassez imediata, mas entidades do setor alertam para os riscos caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado.

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