Varejo sob juros altos: o que esperar de 2026 e o papel da política fiscal?

Varejo sob pressão dos juros altos! Especialistas apontam que o corte de taxas depende de ajuste fiscal. Saiba mais sobre o futuro econômico em 2026!

17/04/2026 17:40

3 min

Varejo sob juros altos: o que esperar de 2026 e o papel da política fiscal?
(Imagem de reprodução da internet).

Varejo Brasileiro Sob Pressão dos Juros Altos, Analisam Especialistas

O setor de varejo no Brasil enfrenta um momento de grande pressão devido ao patamar elevado dos juros no país, conforme apontou Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco. Ele destacou que o varejo é a principal vítima desse cenário, seja pelo endividamento das famílias ou pela dificuldade de alavancagem das empresas.

A análise foi feita durante um painel em São Paulo, que reuniu cerca de 25 mil pessoas. João Scandiuzzi, estrategista-chefe do BTG Pactual, também participou do debate, abordando os rumos econômicos em um ano marcado por eleições e incertezas globais.

Corte de Juros Depende Crucialmente da Política Fiscal

Para Honorato, o ciclo de juros altos deve persistir no curto prazo. Segundo o economista, a política monetária atual já está gerando um efeito de desaceleração gradual na atividade econômica. Ele prevê que o Banco Central pode levar a taxa básica para patamares entre 12% e 13% inicialmente.

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A Necessidade de Ajuste Fiscal para Redução de Taxas

Apesar das incertezas externas, como as nos Estados Unidos e no Oriente Médio, Honorato ressalta que esse movimento não será suficiente. Ele enfatiza que, para que a taxa de juros caia para um dígito, é imprescindível o apoio da política fiscal.

O especialista acredita que 2026 ainda será um período de juros elevados, com uma melhora mais significativa só se vislumbrando a partir de 2027, após os ajustes nas contas públicas. A tendência aponta que o corte de gastos será o principal mecanismo de ajuste, devido à menor aceitação social de novos aumentos de impostos.

Perspectivas Econômicas e Cenário Global

Scandiuzzi, do BTG, corroborou a ideia de que o ambiente monetário já está desacelerando a economia. Ele ponderou que o país vinha de um período de crescimento acima da média pós-pandemia, o que exigiu taxas de juros mais altas para controlar a inflação.

Agora, o movimento esperado é de normalização.

Pouso Suave e Consumo em Atenção

“Não estamos falando de recessão, mas de um pouso suave da economia”, afirmou o analista. O banco projeta um crescimento mais moderado para 2026. Embora o mercado de trabalho mantenha resiliência, o consumo já apresenta sinais de enfraquecimento, reflexo do nível de endividamento.”

Dólar e Oportunidades para o Brasil

Sobre o cenário internacional, os economistas avaliam que o dólar continuará sendo a moeda global principal, mesmo com as flutuações. Honorato garantiu que “Não é o fim do dólar como moeda de reserva”.

O que ocorre é um movimento de diversificação de capital. Os investidores continuam focados nos Estados Unidos, mas buscam alternativas em outras regiões devido às instabilidades administrativas da gestão de Donald Trump. Scandiuzzi apontou que a América Latina tem sido um porto seguro nesse contexto.

O economista do Bradesco detalhou que o Brasil pode se beneficiar em diversas áreas, como comércio, energia e tecnologia. Ele citou a diplomacia de neutralidade como um diferencial comercial, além do potencial crescente em setores específicos. Ademais, os juros elevados, apesar de pressionarem a economia interna, aumentam a atratividade do país para o capital estrangeiro.

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