Copasa enfrenta desafio com universalidade sanitária em Minas Gerais

Copasa busca universalizar saneamento em Minas Gerais com foco na expansão do esgoto nos próximos anos.

29/06/2026 08:49

4 min

marilia-melo
marilia-melo

A universalização da coleta e do tratamento de esgoto representa o maior desafio para a Copasa nesta nova fase, após sua privatização com entrada do Grupo Equatorial em Minas Gerais.

Em entrevista exclusiva à EXAME, Marília Carvalho de Melo, CEO da companhia estadual, detalhou os avanços operacionais – mas também as grandes lacunas que precisam ser preenchidas pela gestão privada. Segundo ela, embora hoje seja possível alcançar uma média impressionante de 99% na cobertura por abastecimento de água nos municípios onde atua, há um déficit significativo no serviço sanitário básico.

O Desafio dos Indicadores: Esgoto e Universalidade

A executiva apontou números concretos sobre o estado atual das operações do saneamento em Minas Gerais. A empresa registra atualmente apenas 80,04% de cobertura com serviços completos de esgotamento sanitário nas áreas atendidas pelos seus sistemas.

Leia também

“Nosso grande desafio é chegar aos 90%, conforme previsto pelo Marco Legal,” explicou Marília Carvalho de Melo ao se referir à meta nacional estabelecida para a universalização até 2033.

Atualmente, os indicadores da Copasa são analisados por serviço individualmente nos municípios onde ela presta atendimento completo ou parcial. Embora atenda água e abastecimento dos contratos municipais referentes a um total de 636 cidades — das quais existem mais de 853 em Minas Gerais —, o número que conta com esgotamento sanitário ainda está aquém do ideal.

A situação é particularmente complexa porque há uma parcela significativa desses locais: atualmente operam apenas serviços hídricos (água) sem cobertura completa no tratamento de resíduos sólidos urbanos; essa quantidade soma até 273 municípios mineiros.

Negociação Contratual para Atingir as Metas

Para ampliar esse atendimento, Marília esclareceu ser fundamental e contínuo um processo intenso de conversão dos contratos junto aos diversos municípios. Esse trabalho será mantido mesmo após a entrada da Equatorial como nova controladora.

“O novo contrato garante metas claras de universalização do serviço em todas as áreas,” afirmou ela sobre o papel das novas parcerias com os entes locais, garantindo maior segurança jurídica às prefeituras envolvidas no saneamento básico.

Investimentos Estruturais para Acelerar Obras

Modernizando Sistemas na Região Metropolitana. Os planos futuros envolvem um volume considerável e revisado investimentos; enquanto anteriormente havia uma previsão até 2030 que somava R 21 bilhões. No entanto, a nova controladora terá autonomia para revisar esses valores conforme suas necessidades estratégicas de mercado.

As grandes obras estão concentradas principalmente em sistemas integrados da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), onde há alta densidade populacional exigindo melhorias constantes no fornecimento hídrico.

A companhia está focada justamente em aumentar tanto o suprimento quanto a segurança na produção d’água nos rios Paraopeba e Rio das Velhas. Um ponto crucial é nas negociações com empresas como Vale; foi possível colocar novamente em funcionamento uma captação interrompida após Brumadinho, buscando fechar um acordo para atingir 100% dessa capacidade do trecho.»

Universalização de Esgoto e Gestão Corporativa

No que tange ao esgoto sanitário, os esforços se concentram no fortalecimento da infraestrutura existente por meio da modernização completa da Estação de Tratamento (ETA) Onça.

Além disso, a interligação dos sistemas é considerada vital. As obras mais regionalizadas visam garantir o atendimento à população em todos os municípios operados pela Copasa; isso inclui especialmente considerar as necessidades desses até 273 locais onde hoje só há serviço hídrico básico instalado na rede urbana.»

Preparando – se para uma Nova Governança. A privatização foi formalizada legalmente apenas em 16 de junho e marcou um processo intenso que culminou com redução significativa do capital social: antes da venda, o governo mineiro detinha participação majoritária (50,03%), mas após a conclusão total da operação diminuiu drasticamente esse percentual.

Marília Carvalho de Melo avalia positivamente essa transição. Segundo ela, os preparativos internos foram robustos; houve centralização das compras corporativas junto à criação de Centro de Serviços Compartilhados — medidas organizacionais pensadas para acelerar as adequações necessárias na nova gestão.»

“A companhia chega nesta fase em uma condição muito favorável,” afirmou ainda Marília sobre como esses ajustes estruturais dão mais agilidade e eficiência operacional ao processo geral do saneamento.”

Próximas Etapas: Contratos Municipais

Em relação aos contratos com municípios que não assinaram aditivos ou estão pendentes negociação (como Belo Horizonte, cujo contrato era fundamental no modelo anterior), a situação está avançando. Foi um diálogo intenso realizado nos quase seis meses anteriores à transição.

O novo acordo firmado garante as metas de universalização até 2033 para os entes locais; além disso, mantém o benefício da tarifa social em vigor na região.»

“Os próprios documentos mostram uma data limite importante,” esclareceu Marília sobre prazos contratuais e conversões municipais: “As prefeituras têm prazo estabelecido — por exemplo —, que é dia 28 de setembro.” A expectativa geral do setor ainda visa ampliar essa adesão contratual nesse período específico.

Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!