Coreia do Norte Elimina Referência à Reunificação em Constituição Urgente

Coreia do Norte Remove Referências à Reunificação de sua Constituição
Em um movimento que intensifica as tensões na península coreana, a Coreia do Norte removeu de sua Constituição todas as referências à reunificação com a Coreia do Sul. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 6, pelo Ministério da Unificação de Seul, conforme reportado pela agência Yonhap.
Essa mudança ocorre em um contexto de crescente hostilidade do regime de Pyongyang, liderado por Kim Jong-un.
A alteração, que entrou em vigor em março, representa uma nova etapa na estratégia do governo norte-coreano de consolidar o poder e reafirmar sua postura de confronto com o sul. A antiga cláusula que previa a “concretização da reunificação da pátria-mãe” foi substituída por um texto que define o país com base em sua localização geográfica e enfatiza a inaceitabilidade de qualquer violação de seu território.
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Kim Jong-un Consolida Poder com Nova Designação
Com essa modificação, Kim Jong-un passa a ocupar uma posição ainda mais forte. Ele é oficialmente designado como chefe de Estado, exercendo a função de presidente da Comissão de Assuntos do Estado. Anteriormente, o cargo era descrito como o “líder supremo” que representava o Estado.
Essa nova designação reforça o controle de Kim sobre o poder e a tomada de decisões.
Além disso, a Constituição revisada estabelece que o presidente da comissão, ou seja, Kim Jong-un, detém o poder exclusivo de comando sobre as forças nucleares. Essa medida visa garantir a autonomia e a capacidade de resposta do líder norte-coreano em relação a ameaças percebidas.
Território Definido e Postura Firme
O documento também define o território da Coreia do Norte, abrangendo terras, áreas marítimas e espaços aéreos que fazem fronteira com a China e a Rússia ao norte e com a República da Coreia ao sul. Uma das principais premissas é que a Coreia do Norte “não tolera, em nenhum caso, a menor violação do seu território”.
Essa postura firme reflete a percepção de ameaça constante por parte do regime de Pyongyang.
Tensões Persistem na Península Coreana
A Coreia do Norte e a Coreia do Sul permanecem tecnicamente em guerra, devido ao conflito de 1950-1953 que terminou com um armistício, e não com um tratado de paz. A remoção da referência à reunificação da Constituição acentua a divisão e a hostilidade entre os dois países.
Nos últimos anos, a Coreia do Norte tem adotado uma postura cada vez mais agressiva em relação a Seul, rejeitando repetidas propostas de diálogo do presidente sul-coreano Lee Jae Myung. A liderança do país tem implementado medidas como a demolição do Arco da Reunificação e a construção de barreiras na fronteira, demonstrando sua determinação em manter a situação de tensão.
Testes de Mísseis e Aproximação com a Rússia
Em março deste ano, a Coreia do Norte retomou obras de construção semelhantes na área, e realizou quatro testes com mísseis em abril, o maior número em um único mês em mais de dois anos. Em fevereiro, Kim Jong-un declarou que a Coreia do Norte “não tem absolutamente nada a ver com a Coreia do Sul” e “excluirá permanentemente a Coreia do Sul da categoria de compatriotas”.
Simultaneamente, Pyongyang tem se aproximado da Rússia, enviando tropas e munições de artilharia para apoiar a invasão da Ucrânia, com analistas afirmando que Moscou está oferecendo assistência econômica e técnica em troca. Apesar de alguns avanços esporádicos, como a participação da seleção feminina norte-coreana em uma partida de futebol na Coreia do Sul, uma grande reaproximação continua fora do alcance.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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