Croácia entra em alerta vermelho com ondas de calor recorde

Croácia enfrenta crise humanitária com ondas de calor recorde, elevando riscos à população e mobilizando esforços emergenciais.

29/06/2026 10:42

2 min

Pelo menos 48 pessoas morreram na França por afogamento ao tentarem se refrescar do calor
Pelo menos 48 pessoas morreram na França por afogamento ao tenta...

Os Balcãs sentiram forte impacto nesta segunda – feira (data não especificada) devido a uma intensa onda de calor sem precedentes no continente europeu.

O evento já causou centenas de mortes adicionais e desestabilizou completamente a rotina em diversas regiões por mais de sete dias consecutivos; há crescentes preocupações com a propagação dos incêndios florestais na área.

Alerta vermelho nos países balcânicos

A situação é crítica até mesmo para destinos turísticos, como visto na Croácia. O serviço meteorológico local disparou um alerta vermelho neste início de semana cobrindo áreas que incluem tanto Zagreb quanto os pontos populares Split e Dubrovnik.

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Na ilha turística Vis, no Mar Adriático — localizada cerca de 55km ao sudoeste de Split —, bombeiros foram mobilizados em grande número e receberam apoio de quatro aeronaves diferentes enquanto combatiam as chamas num incêndio florestal nas matas de pinheiros.

Temperaturas extremas atingem a região

A onda de calor não se restringe à costa croata; na vizinha Sérvia, o Serviço Hidrometeorológico Estatal (RHMZ) alertou que temperaturas altíssimas poderiam chegar aos impressionantes 39 graus Celsius nesta segunda – feira.

Mais para sul ainda, Albânia conteve um foco de queimadas. O fogo consumiu muitos hectares em arbustos e oliveiras perto da vila Klos no sudeste do país durante todo o fim de semana passado.

Impactos sanitários e climáticos globais

Cientistas apontam que a onda registrada desde 20 de junho foi considerada por eles como a pior já vista na Europa até hoje. As condições extremas não apenas interromperam sistemas energéticos nem danificaram infraestruturas vitais; também sobrecarregaram os serviços públicos de saúde.

Na França, as consequências foram severas: houve um aumento registrado de mil mortes em função das altas temperaturas. A agência francesa responsável pela saúde pública informou ainda que o grupo mais atingido pelas fatalidades relacionadas ao calor são idosos e alertou para uma possível elevação desse número.

Previsão meteorológica futura

Luca Mercalli, presidente da Sociedade Meteorológica Italiana, previu novas subidas nas temperaturas entre 5 e 6 de julho. Ele indicou à Reuters que “As áreas afetadas parecem, em linhas gerais, as mesmas da primeira onda”.

“Isso inclui França, Espanha, Alemanha, Itália, Suíça e, até certo ponto, Reino Unido”, detalhou Luca.

Mercalli também observou o aumento do risco devido ao calor extremo para incêndios florestais; contudo, acrescentou cautelosamente: “também estamos observando muitas tempestades”. Por fim, ele ressaltou a grande variação nos volumes pluviométricos esperados.

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