Cruzeiro em Isolamento e Aumento Alarmante de Hantavírus na Argentina!

Aumento de Casos de Hantavírus na Argentina Não Significa Surto
A Argentina tem registrado um aumento no número de casos de hantavírus, uma doença transmitida por roedores, mas especialistas afirmam que não se trata de um surto generalizado. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 6, pelo biólogo e pesquisador independente Raúl González Ittig, em entrevista à Agência France-Presse (AFP), no momento em que um cruzeiro que partiu da Patagônia enfrenta um foco que já resultou em três mortes.
Cruzeiro em Isolamento Preventivo
O primeiro caso da doença foi detectado após a partida do navio de cruzeiro MC Hondius do porto de Ushuaia, em 1º de abril, com 147 passageiros a bordo. A embarcação permanece ancorada em frente a Cabo Verde, em uma medida preventiva. González Ittig ressaltou que os casos de hantavírus são comuns na Argentina a cada ano, sem indicar um padrão atípico.
Histórico de Casos e Surto em Epuyén
De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, foram registrados 42 casos da doença em 2026 e 101 até agora no período da campanha epidemiológica, que vai de junho a junho. Esse número representa um aumento significativo em relação aos 57 casos do mesmo período em 2025.
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O especialista mencionou um surto anterior ocorrido em Epuyén, na província de Chubut, no final de 2018, onde um peão rural foi infectado em uma festa de aniversário, contaminando mais de 50 pessoas e resultando em 15 mortes.
Áreas Endêmicas e a Variante Andes
A Argentina possui quatro áreas endêmicas de hantavírus, com diferentes genótipos, incluindo uma nos bosques andino-patagônicos, onde a variante Andes está presente. González Ittig destacou que a situação no navio MC Hondius é incomum, devido à ausência de registros de hantavírus e roedores infectados na Ilha do Fogo, tanto na Argentina quanto no Chile.
Investigação Sobre a Origem do Contágio
O especialista explicou que a possibilidade de infecção em Ushuaia é baixa, considerando a falta de histórico da doença na região. A doença apresenta um período de incubação que pode durar semanas, e o itinerário dos turistas antes de embarcar em Ushuaia é desconhecido.
O genótipo Andes, associado à transmissão pessoa a pessoa, é o único registrado na zona patagônica.
O diretor de Epidemiologia e Saúde Ambiental da província, Juan Petrina, considerou “muitíssimo improvável” um contágio local, devido à ausência de registros da doença na região. Ele enfatizou que os casos registrados são isolados, e não um surto.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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