Cruzeiro Internacional se Transforma em Crise Global com Hantavírus Fatal

Cruzeiro internacional se transforma em crise global! Surto de hantavírus mata 3 e mobiliza a OMS. Descubra os detalhes chocantes.

29/05/2026 12:10

6 min

Cruzeiro Internacional se Transforma em Crise Global com Hantavírus Fatal
(Imagem de reprodução da internet).

Surto de Hantavírus Atinge Cruzeiro Internacional e Mobiliza Autoridades Globais

Um cruzeiro da empresa Oceanwide Expeditions, que partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril de 2026, causou um surto de hantavírus que resultou em três mortes e desencadeou uma resposta coordenada por autoridades sanitárias de diversos continentes.

A taxa de letalidade do vírus, identificada como cepa Andes, foi estimada em 27%. Oito casos foram confirmados laboratorialmente, com dois considerados prováveis e um inconclusivo. Os Estados Unidos anunciaram o monitoramento de 41 pessoas potencialmente expostas, incluindo 16 novos casos suspeitos não relacionados diretamente ao navio.

Desembarque e Repatriação dos Passageiros

A embarcação, com mais de 140 passageiros e tripulantes, realizou exames laboratoriais que confirmaram a presença da cepa Andes em diversos passageiros. Após atracar nas Canárias no último domingo, o navio iniciou o desembarque dos passageiros, que foram repatriados em voos fretados, com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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O cruzeiro deixou Tenerife em 11 de maio de 2026, com 25 membros da tripulação a bordo, acompanhados de profissionais de saúde holandeses.

Casos Confirmados em Outros Países

Em Cingapura, dois homens que desembarcaram em Santa Helena permaneciam isolados e em testagem. Na África do Sul, autoridades concentravam esforços no rastreamento de passageiros de um voo de 25 de abril entre Santa Helena e Joanesburgo. O Ministério da Saúde espanhol definiu que casos ativos seriam evacuados por via aérea médica diretamente de Cabo Verde para unidades hospitalares de alto isolamento.

Em 8 de maio, o órgão aprovou um protocolo estabelecendo quarentena obrigatória no Hospital Central de Defesa Gómez Ulla, em Madri, para todos considerados contatos.

Monitoramento nos Estados Unidos e Reino Unido

Os Estados Unidos e o Reino Unido fretaram aeronaves para repatriar seus cidadãos a bordo. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) anunciaram que monitoravam 16 pessoas adicionais em todo o país, não listadas anteriormente, por possível exposição ao hantavírus.

Segundo o Dr. David Fitter, responsável pela resposta do CDC, esses indivíduos não estavam no cruzeiro. Eles eram passageiros de um voo de 25 de abril para Joanesburgo que teve contato com uma pessoa posteriormente confirmada como infectada. A passageira em questão era uma holandesa de 69 anos, cujo marido foi a.

Situação no Brasil

Com isso, o total de pessoas sob monitoramento no país passou para 41. Desse montante, 18 são passageiros do MV Hondius repatriados na segunda-feira, 12, que estão em quarentena em instalações especiais em Omaha e Atlanta. Outros sete passageiros haviam desembarcado em Santa Helena em 24 de abril, retornado aos EUA em voos comerciais e são acompanhados por departamentos de saúde estaduais.

Até o momento, não há casos confirmados no território americano. A quarentena, por ora, tem caráter essencialmente voluntário. O CDC orienta os expostos a permanecerem em casa e evitarem contato com outras pessoas durante o período de monitoramento de 42 dias.

A OMS também recomenda quarentena ativa para contatos de alto risco pelo mesmo período após a última exposição.

Hantavírus no Brasil: Dados e Perspectivas

Os não têm qualquer relação com o surto do MV Hondius. O Ministério da Saúde confirmou que a cepa Andes não circula no país. A variante é associada ao episódio raro de transmissão interpessoal documentada no navio e em surtos anteriores na Argentina e no Chile.

Segundo a pasta do órgão, os casos humanos brasileiros não apresentam transmissão entre pessoas. Até o momento, foram identificados nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres no território nacional, e nenhum deles possibilita esse tipo de contágio.

Até o momento, o país registrou um óbito e sete casos de contaminação em 2026, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O óbito ocorreu em Minas Gerais: um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, com histórico de contato com roedores silvestres em lavoura.

No Paraná, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, . Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação. As secretarias estaduais de saúde de ambos os estados reforçaram que a doença está controlada e que não há qualquer surto registrado.

Desde a identificação da doença no Brasil, em 1993, até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos e 926 óbitos, segundo o Ministério da Saúde. A taxa de letalidade média no Brasil é de 46,5%. Os dados apontam tendência de redução em nos últimos anos.

O país registrou 35 casos e 15 mortes em 2025, o menor número desde o início da série histórica recente.

Divergências entre Especialistas

Especialistas divergem quanto às medidas necessárias para impedir uma pandemia. Autoridades sanitárias têm repetido que a única forma de transmissão interpessoal do hantavírus Andes é o contato próximo e prolongado com alguém sintomático. O diretor interino do CDC, Dr.

Jay Bhattacharya, afirmou em entrevista à Fox News que “é preciso estar em contato próximo com alguém que apresente muitos sintomas” para que haja risco de contágio. A OMS avalia o risco global do surto como baixo. O diretor-geral da organização, Dr.

Tedros Ghebreyesus, destacou que, após semanas confinados no navio, apenas 11 dos cerca de 150 passageiros foram infectados, evidência de que o vírus “não é tão eficiente quanto a Covid”. Cientistas que estudam hantavírus há décadas, no entanto, alertam que essa visão pode estar simplificando uma realidade mais complexa, segundo reportagem do New York Times.

Os especialistas concordam que o vírus Andes não é particularmente contagioso e dificilmente provocaria um surto de maior escala, mas apontam que pesquisas mostram que, em determinadas circunstâncias, a transmissão pode ocorrer sem contato físico direto. “É importante ser honesto cientificamente e comunicar isso, pois do contrário se perde credibilidade”, disse ao jornal Steven Bradfute, imunologista viral e especialista em hantavírus da Universidade do Novo México.

Em entrevista ao New York Times, o próprio Dr. Tedros reconheceu que a ênfase no contato próximo como única via de transmissão serve também para evitar pânico desnecessário. “É muito difícil explicar às pessoas dizendo ‘isso é a exceção, isso é a norma'”, afirmou. “Quando você menciona a exceção, elas podem pensar que ela também ocorre com frequência.” O ponto de tensão central diz respeito ao surto de Epuyén, na Argentina, entre novembro de 2018 e fevereiro de 2019, o maior já caracterizado com transmissão interpessoal documentada.

Valeria Martinez, virologista do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas de Buenos Aires, e colegas rastrearam 34 casos e 11 mortes. No total, seis dos 34 casos não tiveram contato direto com doentes, e um deles parece ter sido infectado em uma interação casual de poucos segundos. “Isso não é contato próximo, e tampouco é contato prolongado”, disse ao New York Times Joseph G.

Allen, diretor do programa Healthy Buildings da Harvard T.H. Chan School of Public Health.

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