Daniel Vorcaro financia filme sobre Bolsonaro com US$ 24 Milhões

A esfera política brasileira foi impactada na quarta-feira (13) por informações divulgadas pelo portal Intercept Brasil, que revelaram detalhes de uma negociação envolvendo Daniel Vorcaro, o proprietário do Banco Master. Segundo as mensagens analisadas, Vorcaro teria se comprometido a fornecer um aporte financeiro de 24 milhões de dólares — valor que, na época, equivalia a cerca de R$ 134 milhões — para viabilizar a produção do filme “Dark Horse”.
A obra cinematográfica tem como tema a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro e está com previsão de estreia marcada para 11 de setembro de 2026.
Detalhes da Negociação e o Contexto do Banco Master
O envolvimento de Vorcaro, que já havia sido detido em novembro de 2025 em uma tentativa de deixar o país, reacendeu o debate sobre as finanças e a transparência de grandes empreendimentos ligados à família Bolsonaro. O Banco Master é uma instituição que sempre esteve no centro de investigações que apontam para movimentações financeiras complexas.
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A revelação sobre o financiamento do filme “Dark Horse” expôs a conexão entre o poder econômico e o círculo político, levantando questionamentos sobre a origem e o destino dos recursos. O empresário Daniel Vorcaro permanece sob custódia desde o início do mês de março, enquanto a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (PGR) continuam a analisar uma segunda versão de delação premiada, após a primeira não ter esclarecido todas as dúvidas dos investigadores.
Reações Políticas: Cobranças por Transparência e Prestação de Contas
A notícia gerou reações imediatas de diversos pré-candidatos e ex-governadores. Renan Santos (MBL), pré-candidato à presidência pelo Missão, em declaração exclusiva à Jovem Pan, manifestou que não se surpreendeu com o envolvimento de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro.
O político citou um histórico de acusações contra Flávio, mencionando escândalos como a “rachadinha,” a desestruturação da Operação Lava-Jato e o caso do INSS envolvendo o advogado William Thomas.
Santos afirmou que a trajetória de Flávio Bolsonaro o coloca em situações de suspeita contínua, declarando que o escândalo do Master era um desfecho previsível. A opinião de Renan Santos reforçou a narrativa de que o histórico financeiro do político é marcado por controvérsias.
Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, também se manifestou, exigindo que Flávio Bolsonaro se posicione publicamente sobre a associação com Vorcaro. Caiado enfatizou a necessidade de clareza total em relação ao investimento no filme e à relação do senador com o dono do Banco Master. “Tudo que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população”, declarou Caiado.
Por sua vez, Romeu Zema (Novo), pré-candidato de Minas Gerais, considerou o contato de Flávio Bolsonaro com Vorcaro “imperdoável” e um “tapa na cara dos brasileiros”. Zema criticou veementemente a atitude, argumentando que é inadmissível que o político peça dinheiro ao banqueiro, sugerindo que a credibilidade é fundamental para qualquer mudança política no país.
Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato pelo Partido Liberal (PL) e figura em empate técnico com Lula (PT), permanece no centro das atenções devido aos desdobramentos financeiros e legais que envolvem o Banco Master e o cinema.
A situação exige que o senador Flávio Bolsonaro responda de maneira completa e transparente aos questionamentos sobre o financiamento do filme e suas relações com o empresário Daniel Vorcaro.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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