DCE Acalma Rasa: Reitoria da USP em Situação de 24 Horas no Prédio!

Ocupação da Reitoria da USP Entra no 24º Horário
A disputa pela reitoria da Universidade de São Paulo continua acirrada, com estudantes em greve mantendo o prédio administrativo ocupado desde a tarde de quinta-feira. A situação, que já dura 24 horas, envolve reivindicações por melhores condições de permanência estudantil e inclusão, além de críticas à gestão atual da instituição.
O movimento, liderado pelo DCE Livre da USP, começou com a convocação de uma assembleia para discutir as demandas e buscar apoio dos funcionários técnico-administrativos, que também estiveram em greve recentemente. A ocupação se intensificou com o corte no fornecimento de água e energia elétrica, e os manifestantes relatam dificuldades no acesso à alimentação e aos banheiros, organizando revezamentos para garantir o funcionamento dos serviços.
Entre as principais exigências do grupo estudantil, destacam-se o aumento dos auxílios de permanência, a ampliação de políticas de inclusão, a criação de cotas para pessoas trans e indígenas, a contratação permanente de intérpretes de Libras e a adaptação de programas de mestrado e doutorado para estudantes com deficiência auditiva.
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A Associação de Docentes da USP também aderiu à greve, anunciando paralisação das atividades na próxima segunda-feira.
Impedimento de Acesso e Críticas à Gestão
A administração da USP tentou impedir a ocupação trancando a entrada do prédio, o que gerou críticas dos estudantes e de representantes do DCE Livre. A diretora do DCE, Rosa Baptista, argumenta que a presença policial reforça o impasse político e a falta de diálogo com a gestão universitária, considerando a movimentação pacífica uma resposta ao descaso da reitoria com os pedidos de conversa.
A reitoria e direções de institutos e faculdades alegaram ter havido “depredação de patrimônio público e escalada de violência” por parte dos manifestantes, mencionando a derrubada da porta principal. No entanto, os estudantes negam as acusações, afirmando que a ocupação é resultado do esgotamento das tentativas de negociação com a gestão universitária.
Reivindicações Adicionais e Críticas à Alimentação
Além das reivindicações centrais, os estudantes apontam problemas com a qualidade da alimentação nos restaurantes universitários, conhecidos como bandejões. Em recentes inspeções, foram encontrados itens como larvas, cabelos e pedaços de plástico nas refeições, especialmente no campus da Faculdade de Direito.
Atualmente, a USP conta com apenas um bandejão administrado diretamente, enquanto outros 17 operam por meio de contratos terceirizados, com um custo médio de 1,3 milhão de reais por ano para a universidade.
Os estudantes também criticam a insuficiência das políticas de permanência estudantil, especialmente do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, gerido pela Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento. Os reajustes propostos pela reitoria são considerados inadequados diante do alto custo de vida em São Paulo, especialmente no bairro do Butantã, onde os aluguéis atingem cerca de 3 mil reais.
Apoio Político e Demandas por Diálogo
A greve estudantil recebeu o apoio de representantes da oposição ao governo Tarcísio de Freitas, incluindo as deputadas estaduais Luana Alves e Mônica Seixas (PSOL), que conversaram com os estudantes na ocupação. As parlamentares criticaram a falta de cotas raciais na USP e as condições precárias de moradia estudantil, com relatos de mofo e falta de água e luz.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) também se manifestou, considerando a greve um direito fundamental e criticando a atuação da Polícia Militar no entorno da ocupação. A parlamentar solicitou à reitoria a retomada do diálogo com os estudantes, enfatizando que o acesso à alimentação é um requisito básico para o estudo.
Situação em Andamento
A situação na reitoria da USP permanece tensa, com os estudantes mantendo a ocupação e exigindo uma resposta da gestão universitária. A expectativa é que novas negociações sejam realizadas nas próximas horas, mas o impasse político e as divergências entre as partes dificultam o avanço das tratativas.
A greve estudantil continua, com manifestantes solicitando doações para a alimentação dos ocupantes, evidenciando a urgência da situação.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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