Díaz-Canal Atribui Apagões a Sanções Americanas

O presidente cubano Miguel Díaz – Canel atribuiu os recentes apagões generalizados na Ilha ao bloqueio petroleiro e às sanções americanas impostas a Cuba.
Nesta terça – feira foi anunciado o restabelecimento de mais de 30% do fornecimento elétrico em Havana após um desligamento total que afetou toda a ilha onde vivem cerca de 9,6 milhões de pessoas; este é apenas o terceiro blecaute nos últimos seis meses e já conta como oito desde o fim de 2024.
Restabelecendo energia elétrica
A Empresa Elétrica de Havana divulgou boletim informando os detalhes dos trabalhos: foram religados “circuitos de distribuição” beneficiando 262.369 clientes na capital cubana. A companhia esclareceu ainda que esse restabelecimento ocorre gradualmente à medida que as condições permitem.
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O serviço está priorizando centros vitais da saúde em Cuba, mantendo a operação para atender pacientes em 43 diferentes locais médicos do município. Contudo, Lázaro Guerra, diretor de Eletricidade no Ministério de Minas e Energia, declarou segunda – feira pela TV estatal que o processo é dificultado pelo déficit constante de combustível disponível.
Sanções americanas como causa dos apagões
Miguel Díaz – Canel responsabilizou diretamente Washington pelas dificuldades energéticas enfrentadas na ilha soberana. O líder cubano criticou abertamente os Estados Unidos por tentarem induzir uma “explosão social” ao bloquear acessos essenciais de combustíveis.
“Enquanto vocês bloqueiam acesso a gás para Cuba… A UNE (União Elétrica de Cuba) se mobiliza”, escreveu ele em sua conta no X, classificando as ações do país norteamericano como um “bloqueio energético genocida”.
O impacto das usinas e o cenário econômico
Os apagões são causados tanto pelo envelhecimento natural da infraestrutura elétrica quanto pela falta crônica de combustível. O sistema depende principalmente sete termelétricas obsoletas; algumas dessas unidades operam há mais de quatro décadas.
A principal fonte é a Usina Termelétrica Antonio Guiteras, localizada na região oeste da ilha. Desde janeiro deste ano ela já registrou acima de quinze paralisações consecutivas devido apenas aos defeitos mecânicos do equipamento em questão.
Busca por intervenção internacional no tema energético
Diante dessa grave crise econômica e energética que marca Cuba — marcada também pela escassez alimentar —, o país solicitou uma sessão especial para discutir as sanções americanas junto à Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU.
“O governo dos Estados Unidos tenta impedir que esta assembleia se pronuncie sobre os impactos desse bloqueio petroleiro”, afirmou Bruno Rodríguez, chanceler cubano. Ele alertou ainda que Washington está pressionando governos vizinhos na tentativa de coagir a vontade soberana desses estados – membros.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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