Dólar Cai à História e Preocupações no Oriente Médio Aumentam Desvalorização em 2026

Dólar Recuisa em Meio a Incógnitas no Oriente Médio
A moeda americana, que iniciou o ano com uma cotação de R$ 5,49, experimentou uma significativa perda de valor em relação ao real. Em abril, o dólar ultrapassou a marca de R$ 5,00, mantendo uma trajetória de queda que o levou a atingir R$ 4,91. Este valor representa o menor patamar desde o dia 12 de janeiro de 2024, quando a cotação fechou em R$ 4,85.
Impacto dos Conflitos no Oriente Médio
O enfraquecimento do dólar americano está diretamente ligado ao aumento das preocupações com a intensificação dos conflitos no Oriente Médio. Relatos de ataques iranianos a instalações petrolíferas nos Emirados Árabes Unidos, confirmados nesta segunda-feira (4), contribuíram para a volatilidade do mercado.
No entanto, declarações de autoridades dos Estados Unidos, na terça-feira (5), que reforçavam o acordo de cessar-fogo com o Irã, ajudaram a diminuir o temor de uma queda ainda maior.
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Variações e Desempenho
O dólar se aproximou do piso de R$ 4,90 ao longo da tarde, registrando uma mínima de R$ 4,9066. No fechamento do pregão, a moeda apresentou uma variação de 1,12%, atingindo R$ 4,9119. Essa performance representa uma perda acumulada de 0,82% nos dois primeiros dias de maio, após uma queda de 4,36% em abril.
Desvalorização em 2026
Com essa desvalorização, a desvalorização em 2026 passou a ser de 10,51%. O real se destacou em relação a outras moedas, impulsionado pela melhora dos termos de troca, manutenção de uma taxa de juros atrativa e a entrada de recursos estrangeiros na bolsa brasileira, além da expectativa de internalização de recursos por exportadores.
Análise do Mercado e Perspectivas
O economista-chefe da Group Holding USA, Fabrizio Velloni, destacou o alívio no mercado com a continuidade do cessar-fogo e a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, além da queda nos preços do petróleo, que reduziu a aversão ao risco. Velloni acredita que o Brasil está bem posicionado para lidar com os impactos do choque energético provocado pela guerra no Oriente Médio, devido à sua posição como exportador líquido de petróleo e à relevância do mercado acionário brasileiro.
Encontro Lula e Trump
Velloni ressaltou que o encontro entre o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington, na quinta-feira (7), pode trazer novas perspectivas para o real. As cotações do petróleo tipo Brent recuaram nesta terça-feira, mas permaneceram acima de US$ 110 o barril.
Autoridades dos EUA confirmaram que o “Projeto Liberdade”, anunciado por Trump, está focado na liberação do fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz, sem envolvimento militar. Já autoridades iranianas negaram ter realizado ataques aos Emirados Árabes Unidos.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou que dois navios já atravessaram o estreito com escolta americana, enquanto Trump reiterou a expectativa de um acordo com o Irã, alertando para as consequências em caso de falta de consenso.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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