Durigan diz que estabilizar dívida pública é ‘última milha’ do ajuste fiscal

Durigan afirma que estabilizar dívida pública é desafio crucial para o Brasil a partir de 2030.

24/07/2026 12:23

3 min

Diogo Zacarias
Diogo Zacarias

Segundo ele, para atingir esse patamar final é necessário consolidar as contas públicas por meio dos cortes em gastos desnecessários e pela recomposição eficiente tanto das bases tributárias quanto gerais.. Durigan projetou expectativas positivas no futuro próximo.

O cronograma apresentado pelo titular da fazenda indica que os superávits primários devem ser registrados entre 2028 e 2029, período crucial antes de se prever uma reversão na trajetória da dívida pública; o recuo dessa mesma conta seria esperado a partir do ano de 2030.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta – feira, dia 23, que o governo brasileiro está comprometido com a manutenção do ajuste fiscal e classificou este como um processo de “última milha Ajuste fiscal: foco nos custos obrigatórios

Ao detalhar as contas públicas, Durigan enfatizou que um esforço significativo para promover ajustes fiscais equivalentes aos cerca de dois pontos percentuais (pp) do PIB deverá ocorrer em mandatos futuros.

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Para isso não há previsão de aumento tributário direto sobre os cidadãos ou empresas envolvidas no sistema econômico nacional. O ministro explicou que será necessário apertar benefícios e criar metas específicas na gestão dos recursos públicos já existentes.

A estratégia passa por diminuir o gasto obrigatório geral do País enquanto se busca aumentar a arrecadação daqueles pagamentos devidos pelo setor privado ao governo federal brasileiro

Receitas petroleiras financiam subsídios sociais

Sobre as fontes de receita, Durigan apontou para um crescimento nas estimativas de arrecadação provenientes da exploração de petróleo bruto em território nacional.

Ele mencionou ainda uma solicitação feita pelo presidente Lula: garantir que esse ganho financeiro seja “socializado” pela população. O ministro esclareceu como essas políticas são viabilizadas sem causar impacto fiscal significativo no curto prazo.

Segundo ele, os recursos destinados à recomposição das rendas familiares e aos diversos tipos de auxílios sobre combustíveis têm origem majoritariamente nesse aumento natural na arrecadação ligada ao setor petrolífero

Dívida pública é resultado dos juros básicos

Em relação às finanças macroeconômicas do país, Durigan fez um desmembramento técnico importante entre o nível da dívida em si e a política primária orçamentária brasileira.

Ele argumentou que parte significativa desse avanço recente nos índices deve ser associado diretamente ao patamar elevado mantido pela Selic. “Os juros são a causa da dívida”, afirmou ele durante sua fala no Ministério da Fazenda

O ministro reforçou ainda que os resultados primários — ou seja, aquilo que governo arrecada versus quanto gasta sob ótica fiscal— foram zerados desde 202

Cenário global de incertezas

Durigan também contextualizou o cenário macroeconômico internacional para explicar por que as taxas elevadas não se restringem apenas às fronteiras brasileiras e persistem em diferentes países diante das atuais incertezas globais econômicas.

Apesar do registro recente com a guerra ocorrida entre Irã e outros atores regionais no Oriente Médio, ele avaliou positivamente os indicadores internos. O ministro apontou um nível relativamente controlado da inflação — considerada pela própria fonte como uma taxa histórica baixa— acompanhado pelo patamar recorde mantido nos índices nacionais de emprego formal.

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