Durigan critica “tarifaço” americano e rechaça atitude unilateral

O ministro da Fazenda brasileiro, Dario Durigan, criticou duramente o novo “tarifaço” de 12,5% aplicado pelos Estados Unidos ao Brasil nesta quinta – feira, dia 23. A medida foi imposta em resposta à acusação americana sobre a utilização de trabalhos forçados nas exportações brasileiras.
“Nosso governo rechaça com todas as forças essa tarifa injustificada e unilateral”, declarou Durağan durante uma entrevista concedida à Band News, enfatizando que esta ação não reflete a posição do atual presidente Luiz Inácio da Silva (PT) nem é endossada pela gestão anterior de Donald Trump.
Como funciona o novo sistema tarifário dos EUA
Os Estados Unidos anunciaram novas taxas alfandegárias para 60 economias após acusações globais sobre benefícios obtidos por meio de trabalho forçado. A nova cobrança no Brasil será aplicada em vigor na manhã desta sexta – feira, dia 24, às 1h 01 horário de Brasília.
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Na prática comercial, essa taxa substitui uma tarifa que já estava vigente desde fevereiro e era de 10%. Essa mudança ocorreu depois que a Suprema Corte havia derrubado as tarifas recíprocas criadas pelo presidente Donald Trump ainda em abril de 2025.
O valor da taxação varia conforme o país: alguns países foram classificados para taxas mais firmes contra trabalhos anômalos; por exemplo, Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá ou México serão tributados com um percentual fixo de 10%.
Taxações intermediárias. Para outros mercados como União Europeia, Taiwan e Japão, haverá uma taxa considerada intermediária entre os valores de dez e doze vírgula cinco. Já nações que receberam a tarifa máxima são aquelas acusadas diretamente sobre as práticas trabalhistas em seus territórios, sendo no caso o Brasil essa faixa tarifária aplicada.
É importante notar ainda que parte dos produtos brasileiros poderá sofrer cobranças somatórias; já que nesta semana anterior Brasília foi alvo de outra taxação americana equivalente a 25%, há um risco potencial para alguns itens chegarem à soma total de até 37,5% nas importações americanas.
A justificativa por trás das novas tarifas
O Escritório do Representante Comercial (USTR)americano divulgou os motivos da imposição: acusações gerais sobre países se beneficiarem economicamente através de trabalho forçado. Segundo o órgão federalista, essa prática é uma violação tanto dos direitos humanos quanto distorce as práticas comerciais internacionais.
“Por quase cem anos, nossa lei proíbe a entrada no país de bens produzidos ou fabricados totalmente — e mesmo parcialmente com mão – de – obra escrava”, explicou um comunicado oficial que marcou abertura deste processo em quinta – feira, 23. Essa exploração ameaça produtores nacionais ao criar artificialmente vantagens nos custos para produtos estrangeiros feitos sob condições exploratórias na origem do material bruto.
Impactos logísticos da nova cobrança
Os EUA divulgaram duas listas extensas contendo milhares de itens considerados isentos. Entre os exemplos citados estão carne, café e outros bens essenciais à economia brasileira; além disso, mercadorias já sujeitas às tarifas anteriores pela Seção 232 permanecem fora desta nova tributação específica.
“A ação que tomamos hoje visa corrigir o aspecto tanto viola dos direitos humanos quanto uma prática comercial distorcida”, afirmou Jamieson Greer, representante comercial americano na quinta – feira (dia) em comunicado oficial do USTR. O governo estadunidense busca garantir a aplicação efetiva das proibições alfandegárias contra produtos feitos com trabalho forçado globalmente.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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