Janet YEllen Aponta Três Choques Que Remodelam Economia Global

Janet Yellén aponta três choques interligados e contínuos como responsáveis por remodelar a economia global.
Segundo análise da ex – secretária do Tesouro dos Estados Unidos Janet Yellen, o cenário econômico mundial deixou de ser definido pela grande crise isolada que marcou os últimos anos. Em entrevista à Forbes Brasil no XP Expert, ela afirmou estar vivendo uma “sequência contínua de choques”, afetando constantemente as perspectivas sobre inflação, crescimento e investimentos em nível internacional.
O retorno ao proteccionismo fragiliza comércio
A economista apontou para um novo diagnóstico: hoje é mais difícil prever como vai se comportar a inflação devido às interações simultâneas entre tensões comerciais, riscos geopolíticos e transformações tecnológicas. Ela destacou o primeiro choque vindo da política comercialglobal— especificamente com a retomada das tarifas por parte dos Estados Unidos.
Leia também
Para Yellen, essa movimentação não representa apenas uma disputa bilateral; ela eleva custos nas cadeias de produção globais inteiras, gerando novas pressões sobre os preços em diversos setores do mercado internacional. Ao comentar as políticas tarifárias impostas pelo governo Donald Trump contra produtos brasileiros, Janet apontou que tal medida prejudica diretamente o Brasil.
A especialista ressaltou ainda um ponto técnico: poucos economistas acreditam na justificativa segundo a qual taxas alfandegárias seriam eficazes para reduzir déficits comerciais nacionais. Na prática, barreiras como essas tendem simplesmente a encarecer bens importados e aumentar dificuldades no controle inflacionário geral da economia mundial.
Petróleo permanece risco central de alta nos custos
O segundo choque identificado por Yellen está ligado à energia global do petróleo. Embora os índices de preços tenham desacelerado desde seus picos registrados em 2022, ela alerta que uma nova elevação expressiva dos barris continua sendo um fator crítico na estabilidade econômica internacional.
“Certamente o aumento do preço do petróleo é um fator muito importante para elevar a inflação”, declarou Janet sobre essa preocupante possibilidade. A influência energética vai além apenas aos combustíveis; afeta diretamente logística e transporte industrial, impactando também setores como alimentos e produção geral da economia.
Esse tipo de choques energéticos representa grande desafio adicional não só para governos, mas principalmente para os bancos centrais. Diferentemente das altas causadas por excesso de demanda no mercado interno, as pressões vêm fora desse controle direto, limitando drasticamente a capacidade dos juros serem usados isoladamente contra alta nos preços físicos em toda cadeia produtiva.
Inteligência artificial gera pressão inflacionária imediata
O terceiro choque aponta o paradoxo tecnológico: apesar do potencial transformador que promete trazer ganhos futuros, Yellen alertou sobre como efeitos imediatos da inteligência artificial (IA) estão pressionando ainda mais os custos atuais e exigindo investimentos bilionários.
A construção massiva de data centers ou mesmo a expansão necessária na infraestrutura elétrica impulsionam esse consumo energético elevado.
A demanda crescente por semicondutores para alimentar essa tecnologia também eleva preços em vários segmentos econômicos globais. Segundo ela, até agora não houve uma manifestação ampla dos ganhos de eficiência prometidos pela IA suficiente para compensar este enorme movimento inicial de mobilização física e energética do capital mundial.
Choque sucessivo dificulta controle da inflação global
Os três fatores — o protecionismo comercial (política), as tensões no mercado petroleiro (energia) e a aceleração tecnológica baseada na IA—, embora tenham origens distintas, convergem ao atuar sobre um ponto comum: eles elevam os custos em toda oferta econômica. Essa combinação torna extremamente resistente qualquer esforço por parte das autoridades monetárias voltadas apenas à demanda doméstica.
Em resumo, Janet Yellen sugere que estamos entrando numa fase onde instrumentos tradicionais de política financeira perdem eficácia para responder às pressões econômicas geradas fora do âmbito da procura interna dos países desenvolvidos ou emergentes; o cenário é moldado pela interação desses choques sucessivos nos próximos anos.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
Aqui no ZéNewsAi, nossas notícias são escritas pelo José News! 🤖💖 Nós nos esforçamos para trazer informações legais e confiáveis, mas sempre vale a pena dar uma conferida em outras fontes também, tá? Obrigado por visitar a gente, você é 10/10! 😊 Com carinho, equipe ZéNewsAi 📰 (P.S.: Se encontrar algo estranho, pode nos avisar! Adoramos feedbacks fofinhos! 💌)


