Trump aumenta tarifa sobre produtos do Brasil e outros países

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta – feira, 23 de maio, uma tarifa adicional que incidirá em produtos importados do Brasil. A medida eleva o imposto para um patamar de 12,5%, sob alegação da administração Trump de que o país não adota nem aplica com eficácia proibição à entrada desses itens.
Essa ação comercial faz parte de um movimento mais amplo e atinge cerca de sessenta parceiros comerciais dos EUA. As novas taxas entrarão vigor na sexta – feira, dia 24, impactando economias responsáveis por aproximadamente 99,4% das importações americanas totais.
A base legal: combate ao trabalho forçado nas cadeias globais
O governo americano determinou a tarifa utilizando instrumentos previstos pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 — uma ferramenta que o país utiliza para responder práticas estrangeiras consideradas prejudiciais à economia estadunidense.
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Segundo informações divulgadas pelo órgão responsável pelas tarifas (USTR), as medidas visam combater especificamente casos de uso e comércio com produtos feitos através do trabalho forçado em economias parceiras. A investigação, por sua vez, foi construída após duas audiências públicas, mais de dois mil cento comentários enviados ao sistema social e consultas realizadas junto a um total superior a quarenta e cinco governos internacionais.
Estrutura das novas alíquotas tarifárias
O Embaixador americano afirmou que o objetivo principal da política é coibir práticas globais relacionadas à mão – de – obra escrava nas cadeias produtivas mundiais. “Os Estados Unidos têm uma proibição rigorosa há quase um século”, declarou Trump na ocasião: “já passou da hora para nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo”.
As tarifas foram definidas pelo USTR de acordo com diferentes níveis de compromisso assumidos pelos países investigados em relação a essa causa, criando três faixas distintas.
Diferentes taxas e grupos afetados. A alíquota menor (Tarifa de 10%) foi aplicada à Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Índia, Indonésia, Jordânia, Malásia, México, Paquistão, Sri Lanka, Trinidad e Tobago e Reino Unido. Esses são os nações que já possuem proibição ou se comprometeram com acordos comerciais para implementar o regime anti – trabalho forçado nos EUA.
Já a faixa intermediária — Tarifa de 10% ou 12,5% – atingiu produtos específicos da União Europeia, Taiwan, Japão, Coreia do Sul e Suíça, considerando as tarifas Nação Mais Favorecida (MFN) existentes no mercado global americano.
O uso estratégico das taxas como política comercial
As novas alíquotas variando entre 10% e 12,5%, segundo fontes citadas pela CNBC, substituiriam temporariamente outras tarifações globais que estavam prestes ao vencimento. As medidas entram em vigor na sexta – feira às zero hora e um minuto, afetando os sessenta parceiros comerciais dos Estados Unidos.
Essa decisão reforça a tendência de Donald Trump de ampliar o emprego do sistema tarifário como ferramenta central da sua estratégia econômica internacional. A Casa Branca já havia anunciado anteriormente outros ajustes contra países vizinhos no decorrer desta semana também
O governo americano justifica essa política dizendo buscar reduzir práticas consideradas injustas nas relações mercantis mundiais; além disso, pretende proteger tanto trabalhadores americanos quanto incentivar padrões internacionais mais rígidos para combater qualquer forma de trabalho forçado globalmente.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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