Governo Lula inicia trâmite contra nova tarfaço dos EUA

Governo Lula intensifica resposta contra tarifação americana que acusa práticas abusivas relacionadas ao trabalho análogo à escravidão.

23/07/2026 18:52

3 min

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O governo federal criticou na noite desta quinta – feira, dia 23, o novo aumento tarifário de 12,5% imposto pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras minutos antes do anúncio.

Em nota oficial divulgada pela Presidência da República, Brasília afirmou que a medida protecionista americana é ilegal e desnecessária para acusar cinco países contra práticas comerciais não leais em todo mundo. O documento detalhou os motivos pelo quais Washington teria manipulado temas ligados aos direitos humanos dos trabalhadores brasileiros.

Posição inicial versus cautela das autoridades

Inicialmente, havia um tom firme na reação governamental: seria iniciado “imediatamente o trâmites” de acionamento dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade comercial brasileira. A matéria citou ainda levaria toda essa questão ao mecanismo formal de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC.

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Essa postura era semelhante àquela adotada após a semana passada, quando houve anúncio anterior sobre tarifas mais altas no percentual de 25%. No entanto, posteriormente, tanto Geraldo Alckmin, vice – presidente geral, quanto Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinalizaram uma mudança.

Os executivos esclareceram que qualquer medida baseada em reciprocidade só seria iniciada “em momento oportuno”, acalmando o ritmo das possíveis retaliações comerciais. Apesar disso, entidades representativas dos setores industriais afetados pediram ao governo brasileiro cautela para evitar um aumento desnecessário nas tensões internacionais.

Brasil rebate tarifas americanas sobre trabalho forçado

“O Governo brasileiro rechaça a decisão de impor 12,5% de tarifa,” afirma nota da Presidência, direcionamento à ação do governo americanoA crítica se concentra no fato de as taxas terem sido impostas com base em uma investigação relativa à Seção 301 e proibição de importações ligadas ao tema do trabalho escravo.

Argumentos legais sobre os compromissos internacionais. O documento brasileiro reforçou que houve prestação detalhada pela equipe ministerial quanto às leis nacionais vigentes na área trabalhista. O Ministério do Trabalho e Emprego forneceu documentação robusta comprovando como a atuação das autoridades aduaneiras coíbe bens produzidos sob condições análogas à servidão ou força forçada de qualquer maneira.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece o Brasil pelos seus compromissos no combate ao trabalho escravo há várias décadas tempo atrás. A nota também fez um comparativo legal importante entre os dois países.

Comparação dos tratados e acordos comerciais

Enquanto a União Europeia possui diversos mecanismos que garantem direitos trabalhistas em livre comércio com parceiros como Chile ou Mercosul;

A defesa brasileira destacou ainda seu papel de signatário das 66 Convenções da OIT vigentes no país. Em contraste direto aos EUA — acusados apenas por ratificar dez dessas convenções —, o Brasil teria aprovado todos os quatro instrumentos relacionados ao trabalho forçado.

O governo também enfatizou a tipificação criminal que existe internamente contra não só o próprio trabalho escravo e compulsório em suas diversas formas; mas igualmente as jornadas exaustivas ou condições degradantes laborais com restrição à locomoção dos trabalhadores, responsabilizando empresas mediante multas severíssimas na “Lista Suja” mantida pelo setor empresarial brasileiro.

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